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quinta-feira, 8 de abril de 2021

VALOR BRUTO DA PRODUÇÃO AGRÍCOLA NORDESTINA DEVE FECHAR 2021 PRÓXIMO DOS R$ 100 BILHÕES

O IBGE divulgou a segunda estimativa para a safra agrícola brasileira em 2021. As informações, dispostas na tabela 1, abaixo, mostram que área plantada terá expansão de 2,5% (no primeiro levantamento essa estimativa era de 1,4%). Entre a produção das lavouras destaca-se as quedas esperadas na produção de algodão herbáceo (-16,9%), girassol (-16,5%), castanha-de-caju (-18,2%), batata inglesa 3ª safra (-32,7%) e café arábica (-33,6%). Por outro lado, os destaques positivos são: feijão 2ª safra (20,2%), trigo (16,9%), soja (8,5%) e uva (18,7%)..

Produto das lavouras Área plantada 2020 (Hectares) Área plantada 2021 (Hectares) Produção 2020 (Toneladas) Produção 2021 (Toneladas)

Total

81.358.954

83.395.600

..

..

1 Cereais, leguminosas e oleaginosas

65.615.067

67.832.007

254.137.370

264.863.864

1.1 Algodão herbáceo

1.638.015

1.441.102

7.089.939

5.891.775

1.2 Amendoim (1ª Safra)

171.781

170.598

679.134

624.628

1.3 Amendoim (2ª Safra)

7.466

7.335

12.235

11.747

1.4 Arroz

1.678.058

1.673.366

11.046.184

11.069.917

1.5 Aveia

491.585

446.748

925.088

994.925

1.6 Centeio

4.815

4.465

10.139

8.568

1.7 Cevada

103.702

107.121

378.877

428.445

1.8 Feijão (1ª Safra)

1.555.297

1.549.718

1.309.818

1.253.316

1.9 Feijão (2ª Safra)

977.040

1.028.032

1.007.288

1.210.723

1.10 Feijão (3ª Safra)

212.444

211.478

570.589

563.035

1.11 Girassol

50.947

42.431

83.437

69.665

1.12 Mamona

49.813

46.995

36.626

33.531

1.13 Milho (1ª Safra)

4.950.102

5.065.507

26.592.956

25.432.574

1.14 Milho (2ª Safra)

13.387.329

14.174.750

76.642.108

77.603.472

1.15 Soja

37.068.346

38.616.164

121.522.363

131.830.476

1.16 Sorgo

877.709

868.830

2.748.747

2.834.880

1.17 Trigo

2.377.560

2.364.656

6.212.444

7.263.868

1.18 Triticale

13.058

12.711

34.474

36.111

4 Banana

466.553

474.292

6.718.160

6.966.309

5 Batata - inglesa (1ª Safra)

57.053

58.786

1.612.820

1.785.486

6 Batata - inglesa (2ª Safra)

36.802

39.158

1.081.468

1.207.432

7 Batata - inglesa (3ª Safra)

27.930

17.944

985.691

663.436

8 Cacau

629.565

628.354

280.661

273.064

9 Café arábica

1.523.459

1.424.970

2.859.485

1.928.765

10 Café canephora

403.897

409.152

865.482

907.775

11 Cana-de-açúcar

9.690.837

9.636.327

677.916.429

668.747.323

12 Castanha-de-caju

426.755

430.266

138.763

113.525

15 Fumo

352.361

343.779

695.601

716.744

17 Juta

-

-

-

-

18 Laranja

643.544

643.967

15.745.940

15.878.793

21 Mandioca

1.354.634

1.325.554

18.955.430

18.632.293

24 Tomate

55.671

56.283

3.956.559

3.928.480

25 Uva

74.826

74.761

1.416.398

1.680.596

Com base nessa primeira divulgação da LSPA foi possível traçar um panorama para a agricultura da região nordeste, onde se analisa e estima-se o VBP – Valor Bruto da Produção – para o ano de 2021 bem como a expectativa de crescimento da produção regional. Na tabela a seguir tem-se a estimativa do crescimento da produção e do valor bruto da produção agrícola para os 9 estados da região nordeste. Para o ano de 2021, espera-se uma retração de 0,33% na produção agrícola enquanto que o Valor Bruto da Produção deve alcançar R$ 99,7 bilhões.

Estado

Crescimento

Valor Bruto da Produção (R$ Milhão)

Maranhão

5,7

16.839

Piauí

2,5

12.491

Ceará

-12,50

6.761

Rio Grande do Norte

-1,6

1.548

Paraíba

-1,2

1.629

Pernambuco

-5,3

6.651

Alagoas

3,0

11.414

Sergipe

4,6

2.127

Bahia

-1,1

40.219

Nordeste

-0,33

99.679

Fonte: LSPA/IBGE

   

Elaboração e cálculos: João Paulo Caetano

 

Conforme se pode observar na tabela acima, a Bahia detém o primeiro lugar na produção agrícola da região, respondendo por aproximadamente 40,4% do VBP local seguido por Maranhão (17%). Destaca-se ainda, com base nos dados da tabela as quedas de produção esperadas na Paraíba (-1,2%), Bahia (-1,1%), Pernambuco (-5,3%) e Ceará (-12,5%). Já Maranhão, Piauí, Sergipe e Alagoas têm expectativa de crescimento na produção agrícola.

Na tabela abaixo são exibidas as expectativas de crescimento no VBP por lavoura na região nordeste. Conforme se pode observar, o café apresenta a maior expectativa de retração e isso está associado à bianualidade da cultura (em 2020 tivemos grande expansão dessa lavoura a qual se concentra basicamente no estado da Bahia. Além do café, a expectativa de retração também é observada na cultura do algodão – também com produção centralizada na Bahia – (-13,67%); já a produção de cerais, que na primeira estimativa apresentava tendência de queda teve ficou com estimativa positiva para a safra de 2021 (1,03%).

Estimativa crescimento VP lavouras nordestinas
Cultura Crescimento

Cereais

1,03

Algodão

-13,67

Cana-de-açúcar

-0,49

Fumo

0,29

Soja

5,88

Lavoura Temporária

-4,24

Laranja

6,56

Café

-18,2

Lavoura Permanente

-1,1

Fonte: LSPA/IBGE

 

Elaboração e cálculos: João Paulo Caetano

Entre os destaques positivos estão a soja, com expectativa de crescimento de 5,88% e a laranja (6,56%). A produção de soja se concentra na Bahia, Maranhão e Piauí enquanto a produção de laranja se destaca na Bahia e em Alagoas.

Salvador, 08 de abril de 2021.

João Paulo Caetano Santos

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

PREVISÕES DESEMPENHO AGRÍCOLA NORDESTE EM 2021 – RELEASE FEVEREIRO

O IBGE divulgou a primeira estimativa para a safra agrícola brasileira em 2021. As informações, dispostas na tabela 1, abaixo, mostram que área plantada terá expansão de 1,4%. Entre a produção das lavouras destaca-se as quedas esperadas na produção de algodão herbáceo (-16,5%), girassol (-17,5%), castanha-de-caju (-18,1%), batata inglesa 3ª safra (-32,7%) e café (-33,6%). Com base nessa primeira divulgação da LSPA foi possível traçar um panorama para a agricultura da região nordeste, onde se analisa e estima-se o VBP – Valor Bruto da Produção – para o ano de 2021 bem como a expectativa de crescimento da produção regional. Para o ano de 2021, espera-se uma retração de 1,12% na produção agrícola enquanto que o Valor Bruto da Produção deve alcançar R$ 98,8 bilhões. Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem A Bahia detém o primeiro lugar na produção agrícola da região, respondendo por 40,4% do VBP local. Destaca-se ainda, com base nos dados da tabela as quedas de produção esperadas na Paraíba (-1,19%), Bahia (-1,76%), Sergipe (-7,88%), Pernambuco (-8,55%) e Ceará (-12,4%). Já Maranhão, Piauí e Alagoas têm expectativa de crescimento na produção agrícola. O café apresenta a maior expectativa de retração e isso está associado à bianualidade da cultura (em 2020 tivemos grande expansão dessa lavoura a qual se concentra basicamente no estado da Bahia. Além do café, a expectativa de retração também é observada na cultura do algodão – também com produção centralizada na Bahia – (-13,66%) e a produção de cereais em geral (-1,58%) – nesse caso, espera-se quedas na produção de milho e feijão. Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem Entre os destaques positivos estão a soja, com expectativa de crescimento de 4,96% e a laranja (6,56%). A produção de soja se concentra na Bahia, Maranhão e Piauí enquanto a produção de laranja se destaca na Bahia e em Alagoas.

terça-feira, 12 de março de 2019

Inflação em Salvador foi de 0,18% em fevereiro


O índice de inflação oficial do Brasil (IPCA) registrou alta de 0,43% em fevereiro, puxado pela alta nos preços dos alimentos (0,78%) e educação (3,53%). Entre as unidades da federação pesquisadas, a maior alta foi observada em Rio Branco (1,12%), seguido de Belém (0,93%) e Goiania (0,87%).

Índice de inflação (IPCA) - fevereiro/2019
VARIAÇÃO MENSAL
UF Índice geral Alimentação e bebidas Habitação Artigos de res. Vestuário Transportes Saúde e cuid. pessoais Despesas pessoais Educação Comunic.
Brasil 0,43 0,78 0,38 0,2 -0,33 -0,34 0,49 0,18 3,53 0,00
Belém 0,93 1,4 1,74 0,58 0,46 -0,63 0,18 0,19 4,13 -0,09
Fortaleza 0,69 0,47 0,98 1,29 -1,02 0,92 0,31 0,34 4,18 0,00
Recife 0,59 1,01 -0,04 -0,27 1,02 -0,02 0,52 -0,28 4,63 0,01
Salvador 0,18 -0,04 0,37 -0,01 -0,41 -0,39 0,06 0,04 4,66 -0,06
Belo Horizonte 0,51 1,36 0,48 -0,08 -0,59 -0,06 0,24 0,22 2,62 0,07
Vitória 0,70 1,09 0,99 0,55 0,04 0,91 0,46 0,36 -0,07 -0,05
Rio de Janeiro 0,48 0,74 0,49 0,13 -0,48 -0,89 0,65 0,5 4,65 0,03
São Paulo 0,44 0,61 0,33 0,14 -0,16 0,1 0,48 0,13 3,04 0,00
Curitiba 0,18 1,12 -0,44 0,42 -0,66 -0,780 0,57 0,02 2,81 -0,04
Porto Alegre 0,15 0,2 0,32 0,2 -0,48 -1,39 0,85 0,24 4,14 -0,04
Rio Branco 1,12 1,06 6,37 0,28 -0,66 -0,88 1,55 -0,01 3,03 -0,09
São Luiz 0,43 0,62 -0,65 -0,41 -0,44 1,05 0,54 0,24 2,67 0,18
Aracaju 0,54 1,09 -0,57 0,54 -0,71 -0,93 0,26 0,44 5,93 -0,17
Campo Grande 0,52 1,98 -0,18 -0,19 0,59 -1,18 1,02 0,14 3 0,10
Goiania 0,87 1,61 0,23 0,91 -1,14 1,14 0,63 0,09 3,79 -0,08
Brasília -0,18 0,96 0,24 0,49 -0,87 -2,85 0,4 0,15 1,96 -0,01
Fonte: IBGE  

Em Salvador, a inflação de fevereiro fechou em 0,18%, a 14ª do país. No ano, os preços na capital baiana registram elevação de 0,55%. No mês de fevereiro, o ítem que mais contribuiu para a elevação do nível geral de preços foi Educação (4,66%). Por outro lado, o ítem alimentos apontou retração de 0,04% - apesar da queda no segmento de alimentos, os preços do feijão continuam em elevação (25,96% em fevereiro e 24,1% em janeiro.
Inflação (IPCA) Salvador - Fevereiro 2019
Índice geral e grupos de produtos e serviços Variação mensal (%) Variação acumulada no ano (%) Variação acumulada em 12 meses (%)
Índice geral 0,18 0,55 3,68
Alimentação e bebidas -0,04 0,62 4,73
Habitação 0,37 0,69 7,36
Artigos de residência -0,01 0,54 5,94
Vestuário -0,41 -1,82 -0,55
Transportes -0,39 0,46 1,08
Saúde e cuidados pessoais 0,06 0,16 3,23
Despesas pessoais 0,04 0,35 2,64
Educação 4,66 4,74 6,14
Comunicação -0,06 0,14 -0,32
Fonte: IBGE - Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 

2ª previsão da safra de grãos baiana aponta redução de 16,7%

Os dados de previsão para a Safra baiana em 2019 apontam retração de 16,7%, conforme pode-se verificar na tabela a seguir.

Safra oleaginosas: Bahia, 2019
Culturas 2018 2019 Var.
Cereais, leguminosas e oleaginosas 9.323.119 7.766.825 -16,7%
Algodão herbáceo 1.248.154 1.064.578 -14,7%
Milho (1ª Safra) 1.963.740 1.538.400 -21,7%
Milho (2ª Safra) 47.400 319.440 573,9%
Soja 6.244.800 4.944.000 -20,8%
Sorgo 72.396 72.360 0,0%
Trigo 30.000 30.000 0,0%
Amendoim (1ª Safra) 1.197 1.380 15,3%
Amendoim (2ª Safra) 3.564 3.168 -11,1%
Arroz 9.126 3.852 -57,8%
Feijão (1ª Safra) 146.300 99.240 -32,2%
Feijão (2ª Safra) 25.722 89.592 248,3%
Café canephora 140.400 129.600 -7,7%
Fonte: IBGE/LSPA


Os principais destaques negativos foram observados nas culturas de soja (-20,8%), milho 1ª safra (-21,7%) e feijão 1ª safra (-32,2%). As quedas observadas decorrem dos efeitos da estiagem em algumas regiões do estado bem como da irregularidade de chuvas na região oeta da Bahia.Esse desempenho negativo tende a se refletir nos preços de alguns produtos agrícolas, particularmente aqueles consumidos diretamente pelas famílias baianas, como no caso do feijão, o qual tem pressionado os índices de preços na Bahia. Por outro lado, destaca-se o crescimento de 26% na produção de banana, 22% na produção de mandioca, 19% na produção de tomate e cana-de-açúcar. Neste caso, a perspectiva é de que os impactos sobre os preços finais sejam positivos, contribuindo assim para queda de preços nesse produtos.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Inflação de Salvador recua em Fevereiro

O IBGE divulgou a prévia da inflação para o mês de fevereiro (IPCA-15). Segundo os dados, a inflação teve alta de 0,34% e foi puxada segmento de Educação com alta de 3,52%. Já os segmentos de Transportes e Vestuários registraram deflação no mês (-0,46% e -0,92% respectivamente). Entre as unidades da federação a maior alta foi observada em Belém (0,63%), seguido por Belo Horizonte (0,62%) e Fortaleza (0,55%). A tabela abaixo exibe as variações do índice e subíndices nas principais capitais e regiões metropolitanas do país.

IPCA - 15: Variação fevereiro/2019
Geral Alm/Beb. Hab Art. Res Vest Transp Saude Desp.pes. Educ. Comuni
Brasil 0,34 0,64 0,18 0,47 -0,92 -0,46 0,56 0,30 3,52 0,05
Belém 0,63 0,84 0,60 0,77 0,16 -0,77 0,96 0,10 4,15 -0,08
Fortaleza 0,55 0,21 1,19 0,66 -0,45 -0,22 0,90 0,58 4,16 0,25
Recife 0,46 1,21 -0,53 0,36 -0,85 -0,19 0,60 -0,13 4,56 -0,09
Salvador 0,11 -0,31 0,21 0,33 -0,74 -0,68 0,92 0,07 4,61 0,12
Belo Horiz. 0,62 1,21 0,25 0,40 -0,24 0,23 0,57 0,51 2,63 0,09
Rio de Janeiro 0,41 0,68 0,62 0,54 -1,85 -0,75 0,23 0,47 4,69 0,09
São Paulo 0,41 0,58 0,00 0,40 -0,95 0,26 0,53 0,31 2,99 0,08
Curitiba 0,15 0,76 -0,33 0,80 -0,89 -0,62 0,63 0,15 2,38 -0,02
Porto Alegre 0,10 0,66 0,32 0,11 -2,00 -1,87 0,90 0,32 4,24 -0,07
Goiania -0,04 0,77 0,35 1,13 -1,49 -2,10 0,04 0,16 3,66 -0,01
Brasília -0,15 0,66 0,06 0,37 -0,25 -2,33 0,10 0,27 2,00 -0,03

No acumulado do ano (janeiro e fevereiro) o índice geral para o Brasil aponta alta de 0,6%, sendo as maior alta em Belo Horizonte (1,1%).



IPCA - 15: Variação acumulada no ano/2019
Geral Alm/Beb. Hab Art. Res Vest. Transp Saúde Desp.pes. Educ. Comun.
Brasil 0,64 1,52 0,27 1,05 -1,07 -0,93 1,24 0,74 3,84 0,10
Belém 1,02 1,90 0,12 0,47 0,12 -0,74 1,83 0,39 4,23 0,06
Fortaleza 0,59 0,84 0,42 1,08 -0,72 -1,30 1,81 0,85 4,52 0,28
Recife 0,59 1,83 -1,40 -0,19 -0,25 -0,90 1,54 0,12 4,87 0,36
Salvador 0,91 1,78 0,23 0,62 -1,40 0,32 1,17 0,29 4,79 0,25
Belo Horiz. 1,10 2,52 0,55 1,07 -0,26 -0,08 1,40 1,08 2,79 0,29
Rio de Jan. 1,01 1,84 0,99 1,37 -1,40 -0,77 0,96 1,33 5,10 0,15
São Paulo 0,62 0,98 0,19 1,62 -1,17 -0,21 1,25 0,58 3,47 0,04
Curitiba 0,07 1,49 -0,68 0,85 -1,25 -1,89 0,91 0,57 2,74 0,02
Porto Aleg. 0,38 1,62 1,10 0,48 -2,70 -3,13 1,60 1,03 4,55 -0,11
Goiania 0,04 1,14 0,11 1,32 -1,81 -2,45 0,76 0,55 3,52 0,01
Brasília -0,08 1,67 0,21 1,25 -0,11 -3,75 0,53 0,43 2,10 -0,05
Fonte: IBGE

O índice da prévia de inflação em Salvador ficou abaixo do registrado em janeiro, quando a capital baiana teve a maior alta entre os locais pesquisados (0,8%). Em fevereiro, a inflação observada foi de 0,11% acumulando em 2019, alta de 0,9% (4ª maior entre as unidades pesquisadas). Já nos 12 meses, a alta inflacionária na capital baiana alcança 3,59%. Assim como observado no Brasil, o segmento de Educação foi o que registrou a maior alta (4,6%). Já o segmento de alimentos e bebidas registrou retração de 0,3% depois de ser o grande vilão da inflação na capital baiana em janeiro (destaque para a queda de 10,8% nos preços da farinha e 20,2% nos preços do tomate).

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Desempenho da agricultura em 2019

O primeiro levantamento da produção agrícola na Bahia, para o ano de 2019, aponta queda na produção de importantes lavouras cultivadas no estado.
O grupo de cereais e leguminosas aponta queda de 16,7%, com destaque para as perdas na produção de Algodão Herbáceo (-14,7%) Milho 1ª safra (-21,7%), Soja (-20,8%) e Feijão 1ª safra (-32,2%). O desempneho negativo da agricultura e, particularmente dessas culturas, decorre da irregularida climática observada nas fases de desenvolvimento das culturas, gerando assim menor produtividade. 

Por outro lado, o levantamento aponta crescimento na produção de Mandioca (21,6%), Tomate (19,6%) e Banana (26,4%).  O crescimento na produção dessas lavouras tende a contribuir positivamente para os índices de inflação na Bahia, visto que parte significativa da produção dessas lavouras é comercializada no território baiano. 

Lavoura Baiana em 2019

Produto das lavouras janeiro 2018 janeiro 2019
Área plantada (Hectares) Produção (Toneladas) Área plantada (Hectares) Produção (Toneladas)
1 Cereais, leguminosas e oleaginosas 3.043.505 9.323.119 3.084.505 7.766.825
1.1 Algodão herbáceo 267.180 1.248.154 292.180 1.064.578
1.10 Feijão (3ª Safra) 0 0 0 0
1.11 Girassol 0 0 0 0
1.12 Mamona 35.000 17.500 35.000 16.000
1.13 Milho (1ª Safra) 383.300 1.963.740 363.300 1.538.400
1.14 Milho (2ª Safra) 233.300 47.400 233.300 319.440
1.15 Soja 1.600.000 6.244.800 1.640.000 4.944.000
1.16 Sorgo 80.350 72.396 80.350 72.360
1.17 Trigo 5.000 30.000 5.000 30.000
1.18 Triticale 0 0 0 0
1.2 Amendoim (1ª Safra) 1.415 1.197 1.415 1.380
1.3 Amendoim (2ª Safra) 3.300 3.564 3.300 3.168
1.4 Arroz 7.220 9.126 3.220 3.852
1.5 Aveia 0 0 0 0
1.6 Centeio 0 0 0 0
1.7 Cevada 0 0 0 0
1.8 Feijão (1ª Safra) 217.000 146.300 217.000 99.240
1.9 Feijão (2ª Safra) 210.440 25.722 210.440 89.592
10 Café canephora 52.000 140.400 52.000 129.600
11 Cana-de-açúcar 91.000 4.680.000 91.000 5.580.000
12 Castanha-de-caju 20.000 3.000 20.000 3.000
15 Fumo 8.000 8.480 8.000 8.160
17 Juta 0 0 0 0
18 Laranja 61.500 830.000 61.500 787.500
21 Mandioca 250.505 1.527.575 250.500 1.857.500
24 Tomate 6.740 230.800 6.740 275.800
25 Uva 2.154 75.378 2.069 74.142
4 Banana 88.000 823.000 88.000 1.040.000
5 Batata - inglesa (1ª Safra) 1.700 68.000 1.700 68.000
6 Batata - inglesa (2ª Safra) 1.806 72.090 1.806 72.120
7 Batata - inglesa (3ª Safra) 1.500 63.000 1.500 60.000
8 Cacau 480.045 122.568 450.045 119.718
9 Café arábica 102.000 108.840 98.000 103.200
Total 4.210.455   4.217.365  

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Indústria baiana 2018

O IBGE divulgou os dados da PIM - Pesquisa Indústria Mensal - relativos ao mês de dezembro e fechamento do ano. Segundo os dados, a maior retração mensal (dez/2018-de/2017) ocorreu em Pernambuco (-7,6%), seguido de São Paulo (-5,2%) e Amazonas (-5,1%). Pará (6,1%) e Espírito Santo (3,4%) registram as maiores expansões. A Bahia apontou crecimento de 1,3% (4ª maior taxa de crescimento). No ano, o crecimento da indústria baiana foi de apenas 0,8%.

Crescimento indústria de Transformação
UF dez/18 2018
Amazonas -5.05 5.23
Bahia 1.29 0.83
Ceará -2.91 0.41
Espírito Santo 3.38 -0.94
Goiás 1.06 -4.45
Mato Grosso -2.27 -0.13
Minas Gerais 1.83 -0.99
Pará 6.06 9.55
Paraná 0.63 1.85
Pernambuco -7.58 4.06
Rio de Janeiro -0.53 1.75
Rio Grande do Sul -2.48 5.49
Santa Catarina -1.37 4.03
São Paulo -5.20 0.87
Fonte:IBGE    

O crescimento da indústria baiana em dezembro foi determinado pelo desempenho positivo da indústria mineral (12,7%) e transformação (0,7%). Dentro da indústria de transformação, os destaques positivos forão: Refino de petróelo (12,5%) e metalurgia (31,7%). Por outro lado, outros produtos químicos (-19,7%), veículos automotores (-9,3%) e equipmentos de informática (-50,9%) registraram as maiores retrações. Apesar de ter registrado queda em dezembro, o seguimento de veículos automores fechou o ano com expansão de 7,9%; também contribuiu positiviamente para o deempenho da indústria baiana os segmentos de metalurgia (7,2%) e produtos alimentícios (2,3%).
Desempenho indústria Bahia 2018
  Mensal Ano
Indústria geral 1.41 0.83
  Extrativas 12.68 1.97
  Transformação 0.70 0.79
    Produtos alimentícios 1.90 2.28
    Bebidas 15.53 10.12
    Celulose, papel e produtos de papel -4.38 1.60
    Coque, derivados do petróleo e biocombustíveis 12.52 1.33
    Outros produtos químicos -19.67 -6.22
    Borracha e de material plástico 0.11 -1.05
    Minerais não-metálicos 21.74 -8.59
    Metalurgia 31.69 7.17
    Equipamentos de informática -50.94 3.76
    Veículos automotores -9.31 7.86
Fonte:IBGE    


A figura a seguir exibe o crescimento da indústria de transformação baiana entre 2002 e 2018. Conforme se pode observar, onsiderando-se o nível atual de produção (índice 2012=100) é o praticamente o mesmo de 2005; ou seja a nossa indústria esta produzindo na mesma capacidade que estávamos no ano de 2005. O ponto positivo é que a partir de 2016 a tendencia de queda pela qual passava a industria baiana se reverteu e agora a mesma aponta uma trajetória de crescimento. Em função disso, as projeções para 2019 e 2020, calculadas a partir de modelo próprio, apontam para crescimentos de (4,8% em 2019) e 1,4% em 2020. Essas projeções são iniciais e tendem a se ajustar ao longo do ano conforme forem divulgadas novas infomrações conjunturais.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Mercado de trabalho no Brasil em 2018

Os dados da PNAD - Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio - mostram que a taxa de desemprego no Brasil fechou o ano de 2018 (trimestres de out/nov/dez) em 11,6% a mesma do mês anterior e 0,2 p.p inferior ao mesmo período do ano anterior. Ao todo, a pesquia apurou um total de 93.002 milhões de pessoas ocupadas. O gráfico a seguir exibe  evolução da taxa de desempego no Brasil durante o ano de 2018. 


Conforme se pode observar, a taxa de desemprego no Brasil exibiu padrão de crescimento no início do ano, mas a partir de março passou a apresentar uma trajetória de queda, alcançando, em dezembro, o seu menor nível desde junho de 2016. Do total de pessoas ocupadas (93 milhões) apenas 63,1% contribuíam para o INSS, taxa inferior à observada no mesmo período do ano anterior.

A tabela a seguir exibe os níveis de ocupação no Brasil por categorias. O setor que mais se destacou na criação de vaga foi o "Setor público", com variação de 0,06%. ram o setor de "Domésticos com carteira assinada" experimentaram a maior retração (-0,05%). 


Ocupação por categoria: Brasil - 2017/2018

Categorias

2017

2018

Variação 

Total 92.108 93.002 0,01%
Empregado 62.277 62.447 0,00%
Empregado no setor privado, exclusive trabalhador doméstico 44.435 44.539 0,00%
Empregado no setor privado, exclusive trabalhador doméstico - com carteira de trabalho assinada 33.321 32.997 -0,01%
Empregado no setor privado, exclusive trabalhador doméstico - sem carteira de trabalho assinada 11.115 11.542 0,04%
Trabalhador doméstico 6.370 6.274 -0,02%
Trabalhador doméstico - com carteira de trabalho assinada 1.876 1.781 -0,05%
Trabalhador doméstico - sem carteira de trabalho assinada 4.494 4.493 0,00%
Empregado no setor público 11.472 11.634 0,01%
Empregado no setor público, exclusive militar e funcionário público estatutário - com carteira de trabalho assinada 1.162 1.230 0,06%
Empregado no setor público, exclusive militar e funcionário público estatutário - sem carteira de trabalho assinada 2.490 2.472 -0,01%
Empregado no setor público - militar e funcionário público estatutário 7.819 7.932 0,01%
Empregador 4.409 4.532 0,03%
Empregador com CNPJ 3.512 3.624 0,03%
Empregador sem CNPJ 897 908 0,01%
Conta própria 23.198 23.848 0,03%
Conta própria com CNPJ 4.471 4.698 0,05%
Conta própria sem CNPJ 18.727 19.150 0,02%
Trabalhador familiar auxiliar 2.223 2.175 -0,02%
Contribuição previdenciária 57.994 58.733 0,013%
Fonte: IBGE      

A figura a seguir exibe a ocupação por setores de atividade econômica. Conforme se pode observar, o setor que tem maior participação na ocupação é o "Comércio, reparação de veículos automotores e motos" com 19% dos postos de trabalho, seguido da "Administração pública" (18%) e indústria geral (13%).


Administração pública e Serviços financeiros, comunicação e atividades imobiliárias foram as atividades com maiores remunerações ao fim de 2018 (R$ 3.353,00 e R$ 3.277,00 respectivamente). A menor remuneração foi observada no setor de Serviços domésticos (R$ 879,00).