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quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

CONSTRUINDO UM MODELO ARIMA SAZONAL





Primeiramente, tome a série onde serão executados os testes.
Abra o software EVIEWS conforme as seguintes instruções: Clique em "File", "New", "Workfile". Na nova janela, em “Data Specification”, escolha "Monthly" e digite 1980.01 para a "Start Date" e 2000.07 para " End Date ". Para inserir seus dados você tem duas opções: Clicando em File – Import – Import from File, e selecione o arquivo Excel que contém os dados e que deve estar previamente preparado para tal. Outra forma é abri o arquivo Excel e copiar as séries que serão analisadas. Após isso clicar em Quick – Empty Group (Edit Series) e, na nova janela que se abrir clicar com o botão direito do mouse e selecione paste. Pronto. Agora é só renomear as séries e fechar a janela onde foram inseridos os dados






Agora dê um duplo clique na série "Exportar" para verificar os dados e selecione "View", "Line" para ter uma ideia geral sobre a série temporal, isto é, se é estacionária ou não. Além disso, escolha "View", "Correlograma" – “Level”, para identificar o padrão de comportamento dos componentes do modelo (ou seja, estimar o ARIMA p, d, q). Os gráficos resultantes são:








A partir do gráfico de linha, você pode ver que é possível que a série temporal tenha tendência de crescimento com ciclos sazonais, o que implica em não estacionaridade. Além disso, no gráfico do correlograma, o ACF’s (Autocorrelation) é estável com queda linear e há picos sazonais significativos de PACFs (Partial Correlation) nas defasagens 1 e 13, isto é, um período de 12 defasagens que equivale à sazonalidade. Tomando a primeira diferença de export obtemos o gráfico a seguir, o qual ainda apresenta padrão de sazonalidade devido à inconstância da variância nos últimos períodos:


Este gráfico mostra que a primeira diferença da série tem variância não estacionária. Portanto, a série deve sofrer uma transformação logarítmica para se tornar variância estacionária. A fim de gerar uma transformação logaritmo da série original, ou seja, Log (exportação) basta clicar em "GENR" e digitar "lnexport = Log (exportação)." O gráfico de linha de lnexport e seu correlograma são apresentados a seguir:


O gráfico seguinte exibe a primeira diferença de "lnexport":


Como mostrado acima, a transformação logarítmica ainda não resolveu o problema da variância não estacionária. E a partir do gráfico de correlograma de "lnexport", ainda encontramos um pico sazonal significativo na FACP no 13º período; isso implica necessidade de se tomar a diferença de 12 períodos sazonais para alcançar a estacionaridade da série.
Para verificarmos se a diferença sazonal pode gerar estacionaridade ou não, clique em "Genr", digite "d12lexport = lexport - lexport (-12)". Em seguida, tem-se uma nova série criada - "d12lexport" no "Workfile", e vamos usá-la para traçar um gráfico de linha para ver se alcançamos ou não a estacionaridade. O resultado é exibido no gráfico a seguir:





Depois de tirar 12 períodos sazonais de "lnexport", a série "d12lexport" tornou-se estacionária. Isso implica que a série de lnexport é integrada I(1)12.

Agora, o 12º período sazonal de lnexport é "d12lexport" e parece estar livre do problema de variância não estacionária.  A partir de agora podemos procurar o melhor modelo ARIMA.
Vamos então reiniciar os procedimentos de identificação anteriores. Dos ACF’s e FACP’s, podemos supor primeiro existir AR (1), AR (2) e AR (3), porque existem três picos significativos; a FACP (1), FACP (2) e FACP (3), e MA (1), MA (2) e MA (3), porque existem alguns picos significativos em ACF (1), ACF (2), e ACF (3), e depois da quarta defasagens as ACFs diminuem lentamente.
Assim, podemos experimentar o "(3, 1, 3)12 1, 1" e especificar a equação ARIMA como:




Para vermos se os resíduos apresenta ruído branco, clicamos em View -   Residual Diganostics – Correlogram-Q-Statistics. Abaixo é exibido o gráfico para esse teste:


Como é possível observar, a diferença na 12ª ordem não atingiu o ruído branco, pois existem ainda picos significativos para as ACFs e PACFs nas lags 12 e 25, respectivamente. Vamos então adicionar a correção para as componente sazonais AR (12) ou MA (12). Qual deles é o melhor? Para termos a resposta é preciso comparar os resultados obtidos através das estatísticas de BIC, SEE e R2 ajustado.
Em primeiro lugar, vamos adicionar AR (12) para a equação de regressão anterior, o resultado é:


Com a introdução do AR (12) obtivemos os seguintes resíduos:

O resultado obtido não é melhor do que antes, em termos de BIC, SEE e R2 ajustado, pois ainda existe um pico significativo nas defasagens 12 da ACF’s PACF’s, o que significa que o resíduo deste modelo ainda não atingiu ruído branco.

Podemos tentar outra possibilidade adicionando MA (12) com a especificação anterior. O resultado é:


Teste de diagnóstico de resíduos:


Este resultado parece ser melhor do que o anterior visto que os resíduos alcançaram o ruído branco; no entanto, os coeficientes de MA (1) e MA (3) não são significativos e o AR tem raízes iguais a 1, significando que não é satisfeita a condição invertibilidade. Portanto, devemos eliminar os parâmetros MA (1) e MA (3) no modelo a seguir:

Equação e diagnóstico de resíduos:



O Q-teste dos resíduos parece não ter problema, no entanto, as raízes invertidas do AR não satisfazem, por conseguinte, outro modelo deve ser tentado, a fim de obter o melhor resultado.

Alternativamente, podemos começar a partir da primeira diferença de lnexport. Os correlogramas são:




A ACF e FACP são significativos a 12 lags, indicando que aparece o efeito de 12 períodos sazonais, por conseguinte, a fim de gerar o processo estacionário, podemos tentar levar a diferença do período de 12 dlnexport para remover o 12-período sazonal efeito. Clique em "GENR" e digite "d12dlexport = dlexport - dlexport (-12)". Os correlogramas da d12dlexport são:


Assim, há um pico significativo de ACFs e dois picos significativos de PACFs, podemos suspeitar que o d12dlexport tem AR (2) e MA (1), então podemos tentar estimar o ARIMA.

Diagnóstico de resíduo:


Desde o teste Q, que ainda observar a significativa de ACF e PACF em 12 de lag. A fim de eliminar o efeito de 12-período, podemos tentar outro modelo ARIMA como:



Desde as estatísticas t de AR (12) e MA (1) é insignificante, então eles podem ser descartados e re-experimentar outro modelo ARIMA como: and the Q-test is



Ou podemos tentar and the Q-test is



We can summary the result for several trials and errors as in the following table:

Dos vários modelos experimentais, o ARIMA (0,1,0) 1,1, (2,1,0) 12 (0,0,1) 12 seria escolhido como o melhor, uma vez que satisfeita a condição de invertibilidade e Q-testar e tem uma BIC relativamente menor e maior R2 ajustado.The selected best model can be expressed as



quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

DESEMPENHO LAVOURA BAIANA EM 2018




O IBGE divulgou hoje o que consiste na última estimativa da produção agrícola no Brasil na Bahia. Segundo o órgão, a produção de Cereais e leguminosas (principal grupo das culturas baianas), registrou crescimento de 15,4%, puxado, principalmente, pela expansão na produção de Soja (21,6%) e Algodão Herbáceo (49,8%); a produção de Trigo também se destacou no ano com crescimento de 900%. Por outro lado, os destaques negativos vieram das culturas de Feijão 2ª Safra (-79,7%) e Milho 2ª Safra (-90,8%) - nestes dois casos, parte da queda pode estar associada, também, à redução na área plantada. 

Dentre as demais culturas, os destaques ficaram por conta das retrações observadas em: Mandioca (-26,5%); Tomate (-24,3%) e Batata Inglesa (média de -23,8% nas três safras). 


Lavoura Baiana em 2018
Produto das lavouras 2017 2018
Área plantada (Hectares) Produção (Toneladas) Área plantada (Hectares) Produção (Toneladas)
Total 4.414.348 .. 4.210.455 ..
1 Cereais, leguminosas e oleaginosas 3.060.718 8.078.077 3.043.505 9.323.119
1.1 Algodão herbáceo 204.100 833.490 267.180 1.248.154
1.2 Amendoim (1ª Safra) 2.290 2.352 1.415 1.197
1.3 Amendoim (2ª Safra) 1.508 1.360 3.300 3.564
1.4 Arroz 8.320 8.016 7.220 9.126
1.8 Feijão (1ª Safra) 229.600 141.452 217.000 146.300
1.9 Feijão (2ª Safra) 243.500 126.840 210.440 25.722
1.12 Mamona 22.000 10.560 35.000 17.500
1.13 Milho (1ª Safra) 403.800 1.516.880 383.300 1.963.740
1.14 Milho (2ª Safra) 263.000 517.200 233.300 47.400
1.15 Soja 1.584.000 5.136.000 1.600.000 6.244.800
1.16 Sorgo 98.100 105.988 80.350 72.396
1.17 Trigo 500 3.000 5.000 30.000
2 Abacaxi 7.030 143.550 ... ...
3 Alho 645 5.676 ... ...
4 Banana 86.000 1.070.000 88.000 823.000
5 Batata - inglesa (1ª Safra) 1.931 87.928 1.700 68.000
6 Batata - inglesa (2ª Safra) 2.041 92.189 1.806 72.090
7 Batata - inglesa (3ª Safra) 1.890 86.326 1.500 63.000
8 Cacau 480.050 83.869 480.045 122.568
9 Café arábica 105.000 60.960 102.000 108.840
10 Café canephora 55.000 121.380 52.000 140.400
11 Cana-de-açúcar 52.000 3.231.000 91.000 4.680.000
12 Castanha-de-caju 18.000 2.700 20.000 3.000
13 Cebola 10.120 302.400 ... ...
14 Coco-da-baía 75.510 542.448 ... ...
15 Fumo 4.000 3.800 8.000 8.480
16 Guaraná 6.500 2.340 ... ...
18 Laranja 86.500 1.007.000 61.500 830.000
19 Maçã 1 1 ... ...
21 Mandioca 230.143 2.078.752 250.505 1.527.575
22 Pimenta-do-reino 1.840 4.060 ... ...
23 Sisal ou agave 120.000 96.000 ... ...
24 Tomate 7.200 305.000 6.740 230.800
25 Uva 2.229 51.090 2.154 75.378
 Fonte: IBGE


O crescimento da produção de Cereais, leguminosas e oleaginosas colocou a Bahia com o 7º maior produtor nacional com 9,3 milhões de toneladas, ultrapassando São Paulo que totalizou 9,1 milhões de toneladas.Os maiores produtores nacioais são: Mato Grosso do Sul (60,8 milhões); Paraná (35 milhões) e Rio Grande do Sul (33 milhões).
Os dados apontam ainda que a Bahia retomou o primeiro lugar na produção de Cacau (122,5 mil toneladas) superando o Pará que registrou produção de 116 mil toneladas.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

PIB AGRONEGÓCIO DA BAHIA

A SEI divulgou a estimativa do PIB do agronegócio baiano para o período 2012-2017. Os dados mostram que a participação do agronegócio correspondeu a 23,5% do PIB baiano, totalizando, em 2017- R$ 60,7 bilhões. 

Este indicador é extremamente relevante pois demonstra a evolução e a contribuição de um setor que tem se diversificado de maneira substancial na economia baiana, contribuindo para que a nossa economia se mantenha na trajetória de crescimento, mesmo em meio às recentes crises pelo qual temos passado. Além disso, revela o padrão de inserção da agricultura baiana dentro das demais atividades econômicas na medidas em quem temos um diagnósticos dos fluxos de demanda e oferta gerados pela atividade agropecuária em todas as atividades produtivas. 





De acordo com a Secretária da SEAGRI, Andréa Mendonça, “estes dados mostram a importância do setor agropecuário para o estado, uma vez que participa no PIB estadual dentro dos três setores, primário na produção, secundário na industrialização de produtos agropecuários e no terciário, setor de serviços, com a geração de empregos, ressaltando a importância deles na condução das políticas públicas que contribuíram para este resultado”. Segundo o Diretor de Indicadores e Estatística da SEI, Gustavo Casseb Pessoti, a elaboração do PIB do Agronegócio reforça a importância da SEI na construção de metodologias relacionadas com as contas regionais do Brasil, destacando-se no sistema estatístico nacional como um dos poucos órgãos estaduais a divulgar estatísticas sobre o segmento. "A importância do agronegócio vai além do valor adicionado pelo arranjo produtivo ao PIB do Estado. A maior parte da dinâmica econômica de um grande conjunto de municípios do interior da Bahia está, direta ou indiretamente, relacionada com o desempenho desse agronegócio". Pessoti complementa: "agora, o cálculo do PIB agrícola está mais completo, pois além das informações gerais publicadas pelo IBGE, a SEI consegue realizar um panorama completo entre o agronegócio e a agricultura familiar, evidenciando a preocupação em medir uma atividade, não só para os grandes negócios, mas também para a pequena e média produção familiar da Bahia". Para André Urpia, Coordenador operação do Censo agropecuário do IBGE na Bahia, “a elaboração de um PIB do agronegócio vem complementar e detalhar informações de extrema relevância para o estado. Ao se utilizar de dados sobre o setor levantados pelo IBGE nos Censos Agropecuários e demais pesquisas econômicas, o projeto da SEI também se alinha com o nosso objetivo, de retratar cada vez melhor o Brasil e a Bahia.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

EÓLICA IMPULSIONA ECONOMIA MUNICIPAL NA BAHIA



Os investimentos realizados nos últimos anos na geração de energia eólica, particularmente na Bahia, vem trazendo resultados positivos para a nossa economia. Em 2013, a geração de energia eólica representava apenas 0,8% da energia comercial gerada na Bahia. Atualmente, essa participação chega a 60%, conforme se pode verificar na tabela abaixo. 



Esse crescimento favoreceu diretamente pequenos municípios baianos que, até então tinham pouca dinâmica econômica, mas que a partir da geração eólica, passaram a ter destaque na economia baiana. O município de Gentio do Ouro (BA), por exemplo, apresentou o maior avanço (da 4.496ª posição em 2015 para a 2.491ª em 2016), por conta da indústria de máquinas e equipamentos para a construção de complexo eólico. Tabocas do Brejo Velho (BA), segundo colocado no mesmo quesito, avançou da 3.986ª para a 2.432ª posição, principalmente, devido ao aumento da arrecadação de imposto de importação de equipamentos para geração solar. 

As perspectivas, para os próximos anos é de que esse processo se intensifique ainda mais com a ampliação dos parques eólicos e a chegada dos parques voltados para a geração de energia fotovoltaica a qual tem perspectivas tão propícias quanto a eólica.

PIB DOS MUNICÍPIOS BAIANOS 2016


A SEI - Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia - divulgou hoje, em parceria com o IBGE, o PIB do municípios baianos para o ano de 2016. No que se refere ao estado da Bahia, os dados apontam que PIB baiano somou R$ 258 bilhões, sendo R$ 228 bilhões referentes ao Valor Adicionado (VA) e R$ 30,6 bilhões relativos aos Impostos sobre Produto. A Agropecuária foi o setor que apresentou maior retração (23,8) impulsionada pela agricultura, principalmente as culturas da soja e algodão herbáceo que apresentaram queda na produção, principalmente por conta por conta de estiagem.  Já o setor industrial registrou retração de 5,7% em volume, na comparação com 2015; apesar dessa retração, observou-se que, em termos de participação no Valor Adicionado do Estado, houve aumento da contribuição desse setor passando de 22,1% em 2015 para 23,7% em 2016. Dentro do setor industrial, a atividade eletricidade, gás, água e esgoto foi a única apresentar crescimento no valor adicionado (+5,3%) - todas as demais tiveram queda em 2016. Conforme destacado no início desse parágrafo, apesar do setor industrial ter registrado queda em 2016, o mesmo aumentou a participação no Valor Adicionado do Estado; esse aumento de participação foi decorrente dos ganhos observados no refino de petróleo e ainda pela expansão observada no segmento de produção de materiais elétricos (particularmente com a entrada em funcionamento de indústrias voltadas para a produção de equipamentos para a geração de energia eólica). O setor de Serviços recuou 4,0%, registrando, em 2016, participação de 69,1% no Valor Adicionado Bruto do Estado. O principal destaque negativo foi a atividade de Transporte, armazenagem e correio, que teve queda de 13,7%.
 



Os cinco maiores municípios da Bahia, em termos econômicos, foram:




Analisando-se o PIB em termos per capita, os cinco maiores foram os seguintes: 


Em comparação com a região nordeste, dentre os cinco maiores PIB's Per capita, dois são da Bahia (São Francisco do Conde e Camaçari - 1º e 5º respectivamente).



segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Economia baiana cresce 0,1% no terceiro trimestre


A Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia - SEI - divulgou o PIB do terceiro trimestre da Bahia. De acordo com o órgão, a economia baiana registrou expansão de 0,1% na comparação com o trimestre imediatamente anterior (2º trimestre de 2018); já na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, o crescimento observado foi de 0,5%. No ano, o crescimento acumulado da economia baiana está em 1,5% e a previsão da SEI é que a economia baiana feche 2018 com expansão de 1,2% em relação a 2017.

O setor de serviços foi o principal destaque deste trimestre ao registrar expansão de 1,0% e indicar um processo de recuperação da economia visto que a dinâmica desse setor esta diretamente associada à capacidade de compra das famílias e seu potencial de disseminação sobre toda a economia

Dentre as atividades econômicas, o principal destaque foi o crescimento de 10,7% na produção e distribuição de energia elétrica. Esse crescimento foi determinado, sobretudo, pela contínua expansão na geração de energia por fonte eólica bem como pela de origem fotovoltaica (solar), a qual vem ganhando destaque na Bahia e contribuindo para o crescimento da oferta energética do Estado.

Por outro lado, as maiores retrações foram observadas nos segmentos da extrativa mineral e construção civil (-4,0%). O segmento baiano da construção civil ainda não conseguiu absorver o ambiente de recuperação pelo qual a economia vem se engendrando; ademais, a expectativa é de que no próximo ano esse segmento comece a apresentar um ligeiro processo de recuperação.