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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Inflação de Salvador recua em Fevereiro

O IBGE divulgou a prévia da inflação para o mês de fevereiro (IPCA-15). Segundo os dados, a inflação teve alta de 0,34% e foi puxada segmento de Educação com alta de 3,52%. Já os segmentos de Transportes e Vestuários registraram deflação no mês (-0,46% e -0,92% respectivamente). Entre as unidades da federação a maior alta foi observada em Belém (0,63%), seguido por Belo Horizonte (0,62%) e Fortaleza (0,55%). A tabela abaixo exibe as variações do índice e subíndices nas principais capitais e regiões metropolitanas do país.

IPCA - 15: Variação fevereiro/2019
Geral Alm/Beb. Hab Art. Res Vest Transp Saude Desp.pes. Educ. Comuni
Brasil 0,34 0,64 0,18 0,47 -0,92 -0,46 0,56 0,30 3,52 0,05
Belém 0,63 0,84 0,60 0,77 0,16 -0,77 0,96 0,10 4,15 -0,08
Fortaleza 0,55 0,21 1,19 0,66 -0,45 -0,22 0,90 0,58 4,16 0,25
Recife 0,46 1,21 -0,53 0,36 -0,85 -0,19 0,60 -0,13 4,56 -0,09
Salvador 0,11 -0,31 0,21 0,33 -0,74 -0,68 0,92 0,07 4,61 0,12
Belo Horiz. 0,62 1,21 0,25 0,40 -0,24 0,23 0,57 0,51 2,63 0,09
Rio de Janeiro 0,41 0,68 0,62 0,54 -1,85 -0,75 0,23 0,47 4,69 0,09
São Paulo 0,41 0,58 0,00 0,40 -0,95 0,26 0,53 0,31 2,99 0,08
Curitiba 0,15 0,76 -0,33 0,80 -0,89 -0,62 0,63 0,15 2,38 -0,02
Porto Alegre 0,10 0,66 0,32 0,11 -2,00 -1,87 0,90 0,32 4,24 -0,07
Goiania -0,04 0,77 0,35 1,13 -1,49 -2,10 0,04 0,16 3,66 -0,01
Brasília -0,15 0,66 0,06 0,37 -0,25 -2,33 0,10 0,27 2,00 -0,03

No acumulado do ano (janeiro e fevereiro) o índice geral para o Brasil aponta alta de 0,6%, sendo as maior alta em Belo Horizonte (1,1%).



IPCA - 15: Variação acumulada no ano/2019
Geral Alm/Beb. Hab Art. Res Vest. Transp Saúde Desp.pes. Educ. Comun.
Brasil 0,64 1,52 0,27 1,05 -1,07 -0,93 1,24 0,74 3,84 0,10
Belém 1,02 1,90 0,12 0,47 0,12 -0,74 1,83 0,39 4,23 0,06
Fortaleza 0,59 0,84 0,42 1,08 -0,72 -1,30 1,81 0,85 4,52 0,28
Recife 0,59 1,83 -1,40 -0,19 -0,25 -0,90 1,54 0,12 4,87 0,36
Salvador 0,91 1,78 0,23 0,62 -1,40 0,32 1,17 0,29 4,79 0,25
Belo Horiz. 1,10 2,52 0,55 1,07 -0,26 -0,08 1,40 1,08 2,79 0,29
Rio de Jan. 1,01 1,84 0,99 1,37 -1,40 -0,77 0,96 1,33 5,10 0,15
São Paulo 0,62 0,98 0,19 1,62 -1,17 -0,21 1,25 0,58 3,47 0,04
Curitiba 0,07 1,49 -0,68 0,85 -1,25 -1,89 0,91 0,57 2,74 0,02
Porto Aleg. 0,38 1,62 1,10 0,48 -2,70 -3,13 1,60 1,03 4,55 -0,11
Goiania 0,04 1,14 0,11 1,32 -1,81 -2,45 0,76 0,55 3,52 0,01
Brasília -0,08 1,67 0,21 1,25 -0,11 -3,75 0,53 0,43 2,10 -0,05
Fonte: IBGE

O índice da prévia de inflação em Salvador ficou abaixo do registrado em janeiro, quando a capital baiana teve a maior alta entre os locais pesquisados (0,8%). Em fevereiro, a inflação observada foi de 0,11% acumulando em 2019, alta de 0,9% (4ª maior entre as unidades pesquisadas). Já nos 12 meses, a alta inflacionária na capital baiana alcança 3,59%. Assim como observado no Brasil, o segmento de Educação foi o que registrou a maior alta (4,6%). Já o segmento de alimentos e bebidas registrou retração de 0,3% depois de ser o grande vilão da inflação na capital baiana em janeiro (destaque para a queda de 10,8% nos preços da farinha e 20,2% nos preços do tomate).

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Desempenho da agricultura em 2019

O primeiro levantamento da produção agrícola na Bahia, para o ano de 2019, aponta queda na produção de importantes lavouras cultivadas no estado.
O grupo de cereais e leguminosas aponta queda de 16,7%, com destaque para as perdas na produção de Algodão Herbáceo (-14,7%) Milho 1ª safra (-21,7%), Soja (-20,8%) e Feijão 1ª safra (-32,2%). O desempneho negativo da agricultura e, particularmente dessas culturas, decorre da irregularida climática observada nas fases de desenvolvimento das culturas, gerando assim menor produtividade. 

Por outro lado, o levantamento aponta crescimento na produção de Mandioca (21,6%), Tomate (19,6%) e Banana (26,4%).  O crescimento na produção dessas lavouras tende a contribuir positivamente para os índices de inflação na Bahia, visto que parte significativa da produção dessas lavouras é comercializada no território baiano. 

Lavoura Baiana em 2019

Produto das lavouras janeiro 2018 janeiro 2019
Área plantada (Hectares) Produção (Toneladas) Área plantada (Hectares) Produção (Toneladas)
1 Cereais, leguminosas e oleaginosas 3.043.505 9.323.119 3.084.505 7.766.825
1.1 Algodão herbáceo 267.180 1.248.154 292.180 1.064.578
1.10 Feijão (3ª Safra) 0 0 0 0
1.11 Girassol 0 0 0 0
1.12 Mamona 35.000 17.500 35.000 16.000
1.13 Milho (1ª Safra) 383.300 1.963.740 363.300 1.538.400
1.14 Milho (2ª Safra) 233.300 47.400 233.300 319.440
1.15 Soja 1.600.000 6.244.800 1.640.000 4.944.000
1.16 Sorgo 80.350 72.396 80.350 72.360
1.17 Trigo 5.000 30.000 5.000 30.000
1.18 Triticale 0 0 0 0
1.2 Amendoim (1ª Safra) 1.415 1.197 1.415 1.380
1.3 Amendoim (2ª Safra) 3.300 3.564 3.300 3.168
1.4 Arroz 7.220 9.126 3.220 3.852
1.5 Aveia 0 0 0 0
1.6 Centeio 0 0 0 0
1.7 Cevada 0 0 0 0
1.8 Feijão (1ª Safra) 217.000 146.300 217.000 99.240
1.9 Feijão (2ª Safra) 210.440 25.722 210.440 89.592
10 Café canephora 52.000 140.400 52.000 129.600
11 Cana-de-açúcar 91.000 4.680.000 91.000 5.580.000
12 Castanha-de-caju 20.000 3.000 20.000 3.000
15 Fumo 8.000 8.480 8.000 8.160
17 Juta 0 0 0 0
18 Laranja 61.500 830.000 61.500 787.500
21 Mandioca 250.505 1.527.575 250.500 1.857.500
24 Tomate 6.740 230.800 6.740 275.800
25 Uva 2.154 75.378 2.069 74.142
4 Banana 88.000 823.000 88.000 1.040.000
5 Batata - inglesa (1ª Safra) 1.700 68.000 1.700 68.000
6 Batata - inglesa (2ª Safra) 1.806 72.090 1.806 72.120
7 Batata - inglesa (3ª Safra) 1.500 63.000 1.500 60.000
8 Cacau 480.045 122.568 450.045 119.718
9 Café arábica 102.000 108.840 98.000 103.200
Total 4.210.455   4.217.365  

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Indústria baiana 2018

O IBGE divulgou os dados da PIM - Pesquisa Indústria Mensal - relativos ao mês de dezembro e fechamento do ano. Segundo os dados, a maior retração mensal (dez/2018-de/2017) ocorreu em Pernambuco (-7,6%), seguido de São Paulo (-5,2%) e Amazonas (-5,1%). Pará (6,1%) e Espírito Santo (3,4%) registram as maiores expansões. A Bahia apontou crecimento de 1,3% (4ª maior taxa de crescimento). No ano, o crecimento da indústria baiana foi de apenas 0,8%.

Crescimento indústria de Transformação
UF dez/18 2018
Amazonas -5.05 5.23
Bahia 1.29 0.83
Ceará -2.91 0.41
Espírito Santo 3.38 -0.94
Goiás 1.06 -4.45
Mato Grosso -2.27 -0.13
Minas Gerais 1.83 -0.99
Pará 6.06 9.55
Paraná 0.63 1.85
Pernambuco -7.58 4.06
Rio de Janeiro -0.53 1.75
Rio Grande do Sul -2.48 5.49
Santa Catarina -1.37 4.03
São Paulo -5.20 0.87
Fonte:IBGE    

O crescimento da indústria baiana em dezembro foi determinado pelo desempenho positivo da indústria mineral (12,7%) e transformação (0,7%). Dentro da indústria de transformação, os destaques positivos forão: Refino de petróelo (12,5%) e metalurgia (31,7%). Por outro lado, outros produtos químicos (-19,7%), veículos automotores (-9,3%) e equipmentos de informática (-50,9%) registraram as maiores retrações. Apesar de ter registrado queda em dezembro, o seguimento de veículos automores fechou o ano com expansão de 7,9%; também contribuiu positiviamente para o deempenho da indústria baiana os segmentos de metalurgia (7,2%) e produtos alimentícios (2,3%).
Desempenho indústria Bahia 2018
  Mensal Ano
Indústria geral 1.41 0.83
  Extrativas 12.68 1.97
  Transformação 0.70 0.79
    Produtos alimentícios 1.90 2.28
    Bebidas 15.53 10.12
    Celulose, papel e produtos de papel -4.38 1.60
    Coque, derivados do petróleo e biocombustíveis 12.52 1.33
    Outros produtos químicos -19.67 -6.22
    Borracha e de material plástico 0.11 -1.05
    Minerais não-metálicos 21.74 -8.59
    Metalurgia 31.69 7.17
    Equipamentos de informática -50.94 3.76
    Veículos automotores -9.31 7.86
Fonte:IBGE    


A figura a seguir exibe o crescimento da indústria de transformação baiana entre 2002 e 2018. Conforme se pode observar, onsiderando-se o nível atual de produção (índice 2012=100) é o praticamente o mesmo de 2005; ou seja a nossa indústria esta produzindo na mesma capacidade que estávamos no ano de 2005. O ponto positivo é que a partir de 2016 a tendencia de queda pela qual passava a industria baiana se reverteu e agora a mesma aponta uma trajetória de crescimento. Em função disso, as projeções para 2019 e 2020, calculadas a partir de modelo próprio, apontam para crescimentos de (4,8% em 2019) e 1,4% em 2020. Essas projeções são iniciais e tendem a se ajustar ao longo do ano conforme forem divulgadas novas infomrações conjunturais.