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sexta-feira, 17 de novembro de 2023

PIB 2021

PIB regional 2021: principais destaques

Os dados divulgados pelo IBGE correspondem ao PIB do Brasil e de todas as 27 unidades da federação para relativo a 2021. Naquele ano, o PIB nacional totalizou R$ 9,01 trilhões, com crescimento de 4,76%. Entre as grandes regiões, Sudeste ganhou participação de 0,35 pp., seguida pela região Sul, com aumento de 0,12 pp. As demais regiões registram queda na participação do PIB brasileiro, com destaque para a região nordeste com recuou de 0,39 pp. No que concerne aos estados da região nordeste, a Bahia continua sendo a principal economia respondendo por 28,4% da produção da região, porém, em relação ao Brasil, houve queda de participação, passando de 4,0% para 3,9%. Pernambuco, segunda maior economia da região, foi o único estado nordestino a perder posição no PIB brasileiro, sendo agora a 12º maior economia do Brasil. Em termos de crescimento, as maiores taxas foram observadas em Alagoas, Maranhão e Piauí.

PIB, taxa crescimento e ranking de participação, 2020-2021
Brasil, Grandes Regiões e
Unidades da Federação
2020 2021 Tx. Cresc. Rank 2020 Rank 2021
Brasil 7.609.597 9.012.142 4,76  -  -
Norte 478.173 564.064 5,22  -  -
Nordeste 1.079.331 1.243.103 4,33  -  -
Sudeste 3.952.695 4.712.982 4,84  -  -
Sul 1.308.147 1.559.828 6,48  -  -
Centro-Oeste 791.251 932.166 1,88  -  -
Maranhão 106.916 124.981 6,23 17º 17º
Piauí 56.391 64.028 6,17 21º 21º
Ceará 166.915 194.885 4,76 13º 13º
Rio Grande do Norte 71.577 80.181 5,14 18º 18º
Paraíba 70.292 77.470 5,86 19º 19º
Pernambuco 193.307 220.814 2,95 11º 12º
Alagoas 63.202 76.266 6,32 20º 20º
Sergipe 45.410 51.861 4,30 23º 23º
Bahia 305.321 352.618 3,01
Fonte: IBGE, 2023          

A tabela abaixo mosra as participações das regiões no PIB do Brasil bem como a variação dessa participação entre 2020 e 2021.

Participação no PIB Brasil
Unidade 2020 2021 Var (2021/2020)
Norte 6,28 6,26 -0,02
Sudeste 51,94 52,30 0,35
Sul 17,19 17,31 0,12
Centro-Oeste 10,40 10,34 -0,05
Nordeste 14,18 13,79 -0,39
Maranhão 1,41 1,39 -0,02
Piauí 0,74 0,71 -0,03
Ceará 2,19 2,16 -0,03
Rio Grande do Norte 0,94 0,89 -0,05
Paraíba 0,92 0,86 -0,06
Pernambuco 2,54 2,45 -0,09
Alagoas 0,83 0,85 0,02
Sergipe 0,60 0,58 -0,02
Bahia 4,01 3,91 -0,10
Fonte: IBGE, 2023      

Analisando os resultados do PIB com base na conta da renda, observa-se que houve queda generalizada da participação dos salários na renda gerada. Em termos gerais, significa que houve queda dos salários quando comparado aos demais componentes (lucro e impostos). Em termos regionais, a maior retração foi verificada na região Centro-Oeste e a menor na região Nordeste. A região que tem a menor participação de salários na renda gerada é a Norte com apenas 27,3%. Considerando os estados da região Nordeste, a Bahia é o estado que possui a menor participação de salários na renda gerada (30,7%) enquanto Paraíba registra o maior nível (36,9%). Ainda com relação ao desempenho dos salário, a maior retração entre 2020 e 2021 foi observada no Piauí (-2,9 pp.)

Participação dos salários na renda da economia
Unidade 2020 2021 Var (2021/2020)
Brasil 33,3% 31,0% -2,3
Norte 29,4% 27,3% -2,0
Nordeste 34,9% 33,2% -1,6
Sudeste 33,6% 31,0% -2,5
Sul 31,8% 30,1% -1,7
Centro-Oeste 34,5% 31,8% -2,7
Maranhão 33,0% 31,0% -2,1
Piauí 36,9% 34,0% -2,9
Ceará 37,1% 35,4% -1,7
Rio Grande do Norte 37,0% 35,4% -1,7
Paraíba 38,1% 36,9% -1,2
Pernambuco 35,3% 34,6% -0,7
Alagoas 32,3% 31,0% -1,2
Sergipe 37,2% 35,1% -2,2
Bahia 32,6% 30,7% -1,9
Fonte: IBGE, 2023      

A tabela a seguir exibe a participação dos salários das regiões e estados no total de salários do Brasil. Entre as regiões, Sudeste é a que possui a maior participação, porém houve pequena retração entre 2020 e 2021. A região Sul foi a única a aumentar a participação no período. Na região nordeste, as variações positivas foram observadas no Ceará, Pernambuco e Alagoas.

Participação dos salários na renda da economia  brasileira
Unidade 2020 2021 Var (2021/2020)
Norte 5,55% 5,52% -0,03
Sudeste 52,38% 52,34% -0,04
Sul 16,42% 16,77% 0,35
Centro-Oeste 10,78% 10,59% -0,19
Nordeste 14,87% 14,78% -0,09
Maranhão 1,40% 1,38% -0,01
Piauí 0,82% 0,78% -0,04
Ceará 2,45% 2,47% 0,02
Rio Grande do Norte 1,05% 1,01% -0,03
Paraíba 1,06% 1,02% -0,03
Pernambuco 2,70% 2,74% 0,04
Alagoas 0,81% 0,85% 0,04
Sergipe 0,67% 0,65% -0,02
Bahia 3,93% 3,87% -0,06
Fonte: IBGE, 2023      

A arrecadação de impostos sobre a produção aumentou em todos os locais exibidos na tabela, à exceção de do Piauí onde se teve regração de 0,12 pp; Juntamente com Sergipe, Piauí tem a menor participação de impostos na economia da região nordeste. Entre as grandes regiões, a Sudeste tem a maior incidência de impostos sobre a produção. A região que menos onera a produção é a Centro-Oeste (11,65%).

Participação dos impostos na renda da economia local
Unidade 2020 2021 Var (2021/2020)
Norte 11,77% 12,04% 0,27
Sudeste 15,64% 16,88% 1,24
Sul 15,13% 16,28% 1,16
Centro-Oeste 11,19% 11,65% 0,47
Nordeste 13,00% 13,92% 0,92
Maranhão 12,24% 12,57% 0,33
Piauí 10,95% 10,83% -0,12
Ceará 13,33% 15,18% 1,85
Rio Grande do Norte 11,70% 12,28% 0,58
Paraíba 11,93% 13,33% 1,40
Pernambuco 15,75% 16,87% 1,12
Alagoas 10,21% 10,80% 0,60
Sergipe 11,22% 12,34% 1,12
Bahia 13,13% 13,83% 0,71
Fonte: IBGE, 2023      

Desempenho setorial na Bahia

Em 2021, a Bahia registrou crescimento de 3,0% no Produto Interno Bruto. Quando observamos apenas o valor adicionado das atividade econômicas, o crescimento foi de 3,28%. Dentre as grandes atividades, a maior contribuição para o crescimento foi da Administração pública com expansão de 4,13%, seguida da agropecuária com expansão de 7,3% e das Atividades Profissionais com crecimento de 7,2%. Por outro lado, o seguimento da indústria de transformação exibiu a maior contribuição negativa na definição da taxa geral com recuou de 7,5%. O desempenho negativo da indústria de transformação em 2021 foi determinado pela redução na produção de derivados do petróleo (-15%) e pelo fechamento em definitivo da fábrica da Ford, o qual impactou diretamente nos segmentos de produção de peças e na metalurgia. Por outro lado, os segmentos de borracha e plásticos, fabricação de calçados e celulose foram os que mais contribuíram de forma positiva para a taxa da indústria de transformação.

Crescimento VA atividades econômicas e contribuição: Bahia, 2021
Atividade econômica Taxa crescimento Contribuição Ranking
Administração Pública 4,129 0,89
Agropecuária 7,313 0,76
Ativ. Profissionais 7,179 0,47
Educação e Saúde 9,823 0,44
Construção 9,602 0,43
Alojamento 19,003 0,39
Transporte 8,154 0,31
Outros Serviços 9,442 0,23
Comércio 1,377 0,16
Extrativa 12,707 0,14 10º
Comunicação 7,750 0,12 11º
Imobiliário 0,432 0,04 12º
Eletricidade -0,092 0,00 13º
Financeiro -5,496 -0,20 14º
Transformação -7,409 -0,91 15º
Taxa de Crescimento 2021 3,277    
Fonte: IBGE      
Cálculos próprios      

 

Fonte: IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

domingo, 1 de outubro de 2023

Finanças pessoais

A controvérsia entre a teoria da capacidade de poupar e a dura realidade financeira

Introdução

A teoria da capacidade de poupar é uma ideia fundamental na gestão financeira pessoal, que prega que, independentemente da renda, todos têm a capacidade de economizar dinheiro. No entanto, a realidade de muitas pessoas frequentemente entra em conflito com essa teoria otimista. Neste artigo, exploraremos a controvérsia entre a teoria da capacidade de poupar e a realidade de orçamentos apertados, analisando os desafios que muitos enfrentam para economizar dinheiro.

1. A Teoria da Capacidade de Poupar

1.1.Princípio Fundamental:

A teoria da capacidade de poupar parte do princípio de que, mesmo com uma renda modesta, é possível economizar dinheiro se houver disciplina e planejamento financeiro.

1.2. Ênfase na Educação Financeira

Essa teoria destaca a importância da educação financeira para ajudar as pessoas a tomar decisões informadas sobre como gastar e economizar seu dinheiro.

2. A Realidade Financeira

2.1. Orçamentos Apertados

Muitas pessoas enfrentam orçamentos apertados devido a despesas essenciais, como moradia, alimentação e cuidados de saúde, que consomem grande parte de sua renda.

2.2. Emergências Financeira

Eventos imprevistos, como reparos de emergência em casa ou despesas médicas inesperadas, podem desestabilizar as finanças e dificultar a poupança.

3. Desafios na Prática

3.1. Falta de Margem de Manobra

Para muitos, a renda não cobre todas as despesas essenciais, deixando pouco ou nenhum espaço para a poupança.

3.2. Endividamento

A falta de capacidade de poupar pode levar ao endividamento, quando as pessoas recorrem a empréstimos para cobrir despesas imprevistas.

4. Encontrando Soluções

4.1. Priorização de Gastos

Mesmo em orçamentos apertados, é possível encontrar maneiras de priorizar gastos e identificar áreas onde economias podem ser feitas.

4.2. Educação Financeira

Investir em educação financeira pode ajudar a desenvolver habilidades para gerenciar melhor o dinheiro e tomar decisões financeiras informadas.

5. Conclusão

A controvérsia entre a teoria da capacidade de poupar e a realidade financeira nem sempre é simples de resolver. Embora seja verdade que a educação financeira e o planejamento podem melhorar a capacidade de poupar, a realidade de muitos indivíduos envolve orçamentos apertados e desafios financeiros imprevistos.

É importante reconhecer que a capacidade de poupar não é igual para todos, e a ênfase deve ser colocada na busca de soluções realistas para as circunstâncias individuais. Isso pode envolver ajustes no estilo de vida, a criação de um fundo de emergência e a busca de apoio financeiro, quando necessário. A gestão financeira é uma jornada pessoal, e enfrentar os desafios de forma realista é o primeiro passo para uma vida financeira mais estável.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

Estimativas produção agrícola da região nordeste para 2023

ESTIMATIVA DA PRODUÇÃO AGRÍCOLA DA REGIÃO NORDESTE PARA 2023

Estimativa produção agropecuária - Nordeste
Área Plantada (Hec)
Produção física (t)
Produto Area_plantada_22 Area_plantada_23 Producao_22 Producao_23
Cer_leg_ole 8.844.896 9.014.312 25.415.131 25.877.868
Algodao 335.257 338.646 1.531.646 1.524.334
Amendoin_1sf 2.131 2.093 2.483 2.320
Amendoin_2sf 6.630 6.807 9.417 9.538
Arroz 156.392 155.096 337.289 356.369
NA 1.005.464 1.001.733 391.420 401.187
NA 397.913 389.153 219.995 218.431
Mamona 48.422 48.444 38.920 33.240
Milho_1sf 2.056.072 2.141.201 6.308.514 6.707.386
Milho_2sf 908.149 910.440 3.097.215 3.044.768
Soja 3.783.510 3.888.920 13.801.265 13.952.632
Sorgo 138.956 125.779 238.975 187.042
Trigo 6.000 6.000 35.334 35.112
Banana 185.788 187.141 2.485.298 2.500.582
Batata_1sf 2.650 2.650 118.000 109.999
NA 2.650 2.650 118.000 109.999
NA 2.650 2.650 118.000 111.766
Cacau 440.050 440.050 126.050 120.990
- 78.475 78.483 101.428 70.385
- 45.528 45.528 133.011 123.675
- 882.742 907.943 52.129.055 53.383.014
Castanha_caju 424.416 426.800 146.320 121.579
Fumo 21.271 22.172 23.369 28.840
Laranja 105.958 104.246 1.251.948 1.161.249
Mandioca 429.375 437.097 4.207.668 4.057.938
Tomate 9.024 9.525 434.598 436.882
Uva 10.460 10.465 462.743 472.594
A tabela a seguir mostra a produção agrícola por unidade federativa. Conforme se pode verificar, Bahia, Maranhão e Piauí são os maiores produtores de cerais e oleaginosas, com destaque para a cultura da soja.
Produção agropecuária estimada por cultura
Produto Bahia Piauí Maranhão Sergipe Alagoas Ceará Pernambuco Rio Grande do Norte Paraíba
Cer_leg_ole 10.988.805 6.586.993 6.404.721 791.808 181.979 541.490 178.937 48.379 154.756
Soja 7.063.494 3.201.057 3.666.289
12.431 9.361
Milho_1sf 2.165.320 2.370.832 1.576.905
413.623 53.185 27.808 99.713
Algodao 1.334.815 70.384 112.488
1.050 2.482 102 1.098 1.915
Mandioca 938.342 448.151 407.934 150.704 596.022 581.525 508.831 286.828 139.601
Banana 913.790 55.660 86.138
112.605 472.671 476.775 239.201 143.742
Milho_2sf 520.780 739.858 879.164 749.153 115.000 0 40.813
Laranja 634.282 1.649 348 359.510 148.512 7.056 3.795 844 5.253
Uva 65.555 40
672 404.127
2.200
Tomate 179.606 6.630 3.660
26.591 155.046 44.751 4.519 16.079
Arroz 750 99.144 164.714 38.550 23.311 17.920 4.818 2.748 4.414
Cacau 120.990
Sorgo 113.520 46.328 21.639
3.885 1.034 636
Batata_1sf 109.999
Castanha_caju 2.955 27.446 3.200
426 67.740 3.136 16.003 673
Trigo 35.112
Mamona 33.072
56 112
Fumo 9.883
18.910 47 0
Amendoin_2sf 2.486
1.708 4.483
11
850
Amendoin_1sf 1.214 51 165
319 508 63
1 Fonte: LSPA/IBGE
Variação produtividade de Cereais e oleaginosas
Local Prod_2022 Prod_2023
Maranhão 3,3948357 3,4612648
Piauí 3,3950235 3,6259369
Ceará 0,6942437 0,5400077
Rio Grande do Norte 0,4691849 0,3876895
Paraíba 0,5507626 0,8811479
Pernambuco 0,6852529 0,4566898
Alagoas 0,9968687 1,8949040
Sergipe 5,0703440 4,4599856
Bahia 3,3627123 3,2523449
A tabela abaixo mostra a evolução da produtividade da cultura de soja. Entre os grandes produtores a Bahia regitra pequena redução na produtividade. Por outro lado, Piauí e Maranhão tem crescimento na produtividade da cultura.
Variação produtividade de Soja
Local Prod_2022 Prod_2023
Maranhão 3,201187 3,190930
Piauí 3,525563 3,515343
Ceará 3,486486 3,321859
Alagoas 3,423758 3,517544
Bahia 3,971849 3,874654
Variação produtividade da Mandioca
Local Prod_2022 Prod_2023
Maranhão 8,025327 7,963728
Piauí 10,817601 10,757603
Ceará 11,506317 8,609063
Rio Grande do Norte 8,402849 9,877678
Paraíba 9,927986 9,405808
Pernambuco 11,926757 10,121760
Alagoas 14,715007 13,681212
Sergipe 9,499436 9,448527
Bahia 6,962081 7,628797
Variação produtividade de Algodão
Local Prod_2022 Prod_2023
Maranhão 4,3742647 4,0852733
Piauí 4,1334766 4,3095763
Ceará 1,9076056 1,0967742
Rio Grande do Norte 3,2082111 3,3272727
Paraíba 1,2352941 1,6256367
Pernambuco 0,5714286 0,7285714
Alagoas 2,1347826 2,1000000
Bahia 4,6462041 4,5969769
Variação produtividade do Tomate
Local Prod_2022 Prod_2023
Maranhão 20,29221 21,78571
Piauí 24,81714 33,15000
Ceará 72,84968 61,64851
Rio Grande do Norte 31,38462 21,93689
Paraíba 28,44627 30,33774
Pernambuco 42,82692 43,02981
Alagoas 43,26977 42,47764
Bahia 41,98208 42,35991
Variação produtividade do Laranja
Local Prod_2022 Prod_2023
Maranhão 4,875000 4,767123
Piauí 8,653846 8,865591
Ceará 8,885504 7,274227
Rio Grande do Norte 9,034884 9,813954
Paraíba 8,137405 6,920949
Pernambuco 4,542185 5,248963
Alagoas 10,979231 12,699846
Sergipe 13,250060 11,145869
Bahia 11,366070 11,030991
Variação produtividade da Banana
Local Prod_2022 Prod_2023
Maranhão 16,74917 16,82711
Piauí 20,30500 20,76866
Ceará 11,89698 12,51910
Rio Grande do Norte 27,90136 27,88215
Paraíba 14,56239 13,89617
Pernambuco 11,38028 10,69290
Alagoas 12,44468 12,40826
Bahia 13,10606 13,24333