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quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

PIB AGRONEGÓCIO DA BAHIA

A SEI divulgou a estimativa do PIB do agronegócio baiano para o período 2012-2017. Os dados mostram que a participação do agronegócio correspondeu a 23,5% do PIB baiano, totalizando, em 2017- R$ 60,7 bilhões. 

Este indicador é extremamente relevante pois demonstra a evolução e a contribuição de um setor que tem se diversificado de maneira substancial na economia baiana, contribuindo para que a nossa economia se mantenha na trajetória de crescimento, mesmo em meio às recentes crises pelo qual temos passado. Além disso, revela o padrão de inserção da agricultura baiana dentro das demais atividades econômicas na medidas em quem temos um diagnósticos dos fluxos de demanda e oferta gerados pela atividade agropecuária em todas as atividades produtivas. 





De acordo com a Secretária da SEAGRI, Andréa Mendonça, “estes dados mostram a importância do setor agropecuário para o estado, uma vez que participa no PIB estadual dentro dos três setores, primário na produção, secundário na industrialização de produtos agropecuários e no terciário, setor de serviços, com a geração de empregos, ressaltando a importância deles na condução das políticas públicas que contribuíram para este resultado”. Segundo o Diretor de Indicadores e Estatística da SEI, Gustavo Casseb Pessoti, a elaboração do PIB do Agronegócio reforça a importância da SEI na construção de metodologias relacionadas com as contas regionais do Brasil, destacando-se no sistema estatístico nacional como um dos poucos órgãos estaduais a divulgar estatísticas sobre o segmento. "A importância do agronegócio vai além do valor adicionado pelo arranjo produtivo ao PIB do Estado. A maior parte da dinâmica econômica de um grande conjunto de municípios do interior da Bahia está, direta ou indiretamente, relacionada com o desempenho desse agronegócio". Pessoti complementa: "agora, o cálculo do PIB agrícola está mais completo, pois além das informações gerais publicadas pelo IBGE, a SEI consegue realizar um panorama completo entre o agronegócio e a agricultura familiar, evidenciando a preocupação em medir uma atividade, não só para os grandes negócios, mas também para a pequena e média produção familiar da Bahia". Para André Urpia, Coordenador operação do Censo agropecuário do IBGE na Bahia, “a elaboração de um PIB do agronegócio vem complementar e detalhar informações de extrema relevância para o estado. Ao se utilizar de dados sobre o setor levantados pelo IBGE nos Censos Agropecuários e demais pesquisas econômicas, o projeto da SEI também se alinha com o nosso objetivo, de retratar cada vez melhor o Brasil e a Bahia.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

EÓLICA IMPULSIONA ECONOMIA MUNICIPAL NA BAHIA



Os investimentos realizados nos últimos anos na geração de energia eólica, particularmente na Bahia, vem trazendo resultados positivos para a nossa economia. Em 2013, a geração de energia eólica representava apenas 0,8% da energia comercial gerada na Bahia. Atualmente, essa participação chega a 60%, conforme se pode verificar na tabela abaixo. 



Esse crescimento favoreceu diretamente pequenos municípios baianos que, até então tinham pouca dinâmica econômica, mas que a partir da geração eólica, passaram a ter destaque na economia baiana. O município de Gentio do Ouro (BA), por exemplo, apresentou o maior avanço (da 4.496ª posição em 2015 para a 2.491ª em 2016), por conta da indústria de máquinas e equipamentos para a construção de complexo eólico. Tabocas do Brejo Velho (BA), segundo colocado no mesmo quesito, avançou da 3.986ª para a 2.432ª posição, principalmente, devido ao aumento da arrecadação de imposto de importação de equipamentos para geração solar. 

As perspectivas, para os próximos anos é de que esse processo se intensifique ainda mais com a ampliação dos parques eólicos e a chegada dos parques voltados para a geração de energia fotovoltaica a qual tem perspectivas tão propícias quanto a eólica.

PIB DOS MUNICÍPIOS BAIANOS 2016


A SEI - Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia - divulgou hoje, em parceria com o IBGE, o PIB do municípios baianos para o ano de 2016. No que se refere ao estado da Bahia, os dados apontam que PIB baiano somou R$ 258 bilhões, sendo R$ 228 bilhões referentes ao Valor Adicionado (VA) e R$ 30,6 bilhões relativos aos Impostos sobre Produto. A Agropecuária foi o setor que apresentou maior retração (23,8) impulsionada pela agricultura, principalmente as culturas da soja e algodão herbáceo que apresentaram queda na produção, principalmente por conta por conta de estiagem.  Já o setor industrial registrou retração de 5,7% em volume, na comparação com 2015; apesar dessa retração, observou-se que, em termos de participação no Valor Adicionado do Estado, houve aumento da contribuição desse setor passando de 22,1% em 2015 para 23,7% em 2016. Dentro do setor industrial, a atividade eletricidade, gás, água e esgoto foi a única apresentar crescimento no valor adicionado (+5,3%) - todas as demais tiveram queda em 2016. Conforme destacado no início desse parágrafo, apesar do setor industrial ter registrado queda em 2016, o mesmo aumentou a participação no Valor Adicionado do Estado; esse aumento de participação foi decorrente dos ganhos observados no refino de petróleo e ainda pela expansão observada no segmento de produção de materiais elétricos (particularmente com a entrada em funcionamento de indústrias voltadas para a produção de equipamentos para a geração de energia eólica). O setor de Serviços recuou 4,0%, registrando, em 2016, participação de 69,1% no Valor Adicionado Bruto do Estado. O principal destaque negativo foi a atividade de Transporte, armazenagem e correio, que teve queda de 13,7%.
 



Os cinco maiores municípios da Bahia, em termos econômicos, foram:




Analisando-se o PIB em termos per capita, os cinco maiores foram os seguintes: 


Em comparação com a região nordeste, dentre os cinco maiores PIB's Per capita, dois são da Bahia (São Francisco do Conde e Camaçari - 1º e 5º respectivamente).



segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Economia baiana cresce 0,1% no terceiro trimestre


A Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia - SEI - divulgou o PIB do terceiro trimestre da Bahia. De acordo com o órgão, a economia baiana registrou expansão de 0,1% na comparação com o trimestre imediatamente anterior (2º trimestre de 2018); já na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, o crescimento observado foi de 0,5%. No ano, o crescimento acumulado da economia baiana está em 1,5% e a previsão da SEI é que a economia baiana feche 2018 com expansão de 1,2% em relação a 2017.

O setor de serviços foi o principal destaque deste trimestre ao registrar expansão de 1,0% e indicar um processo de recuperação da economia visto que a dinâmica desse setor esta diretamente associada à capacidade de compra das famílias e seu potencial de disseminação sobre toda a economia

Dentre as atividades econômicas, o principal destaque foi o crescimento de 10,7% na produção e distribuição de energia elétrica. Esse crescimento foi determinado, sobretudo, pela contínua expansão na geração de energia por fonte eólica bem como pela de origem fotovoltaica (solar), a qual vem ganhando destaque na Bahia e contribuindo para o crescimento da oferta energética do Estado.

Por outro lado, as maiores retrações foram observadas nos segmentos da extrativa mineral e construção civil (-4,0%). O segmento baiano da construção civil ainda não conseguiu absorver o ambiente de recuperação pelo qual a economia vem se engendrando; ademais, a expectativa é de que no próximo ano esse segmento comece a apresentar um ligeiro processo de recuperação.