Translate

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

PIB AGRONEGÓCIO DA BAHIA

A SEI divulgou a estimativa do PIB do agronegócio baiano para o período 2012-2017. Os dados mostram que a participação do agronegócio correspondeu a 23,5% do PIB baiano, totalizando, em 2017- R$ 60,7 bilhões. 

Este indicador é extremamente relevante pois demonstra a evolução e a contribuição de um setor que tem se diversificado de maneira substancial na economia baiana, contribuindo para que a nossa economia se mantenha na trajetória de crescimento, mesmo em meio às recentes crises pelo qual temos passado. Além disso, revela o padrão de inserção da agricultura baiana dentro das demais atividades econômicas na medidas em quem temos um diagnósticos dos fluxos de demanda e oferta gerados pela atividade agropecuária em todas as atividades produtivas. 





De acordo com a Secretária da SEAGRI, Andréa Mendonça, “estes dados mostram a importância do setor agropecuário para o estado, uma vez que participa no PIB estadual dentro dos três setores, primário na produção, secundário na industrialização de produtos agropecuários e no terciário, setor de serviços, com a geração de empregos, ressaltando a importância deles na condução das políticas públicas que contribuíram para este resultado”. Segundo o Diretor de Indicadores e Estatística da SEI, Gustavo Casseb Pessoti, a elaboração do PIB do Agronegócio reforça a importância da SEI na construção de metodologias relacionadas com as contas regionais do Brasil, destacando-se no sistema estatístico nacional como um dos poucos órgãos estaduais a divulgar estatísticas sobre o segmento. "A importância do agronegócio vai além do valor adicionado pelo arranjo produtivo ao PIB do Estado. A maior parte da dinâmica econômica de um grande conjunto de municípios do interior da Bahia está, direta ou indiretamente, relacionada com o desempenho desse agronegócio". Pessoti complementa: "agora, o cálculo do PIB agrícola está mais completo, pois além das informações gerais publicadas pelo IBGE, a SEI consegue realizar um panorama completo entre o agronegócio e a agricultura familiar, evidenciando a preocupação em medir uma atividade, não só para os grandes negócios, mas também para a pequena e média produção familiar da Bahia". Para André Urpia, Coordenador operação do Censo agropecuário do IBGE na Bahia, “a elaboração de um PIB do agronegócio vem complementar e detalhar informações de extrema relevância para o estado. Ao se utilizar de dados sobre o setor levantados pelo IBGE nos Censos Agropecuários e demais pesquisas econômicas, o projeto da SEI também se alinha com o nosso objetivo, de retratar cada vez melhor o Brasil e a Bahia.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

EÓLICA IMPULSIONA ECONOMIA MUNICIPAL NA BAHIA



Os investimentos realizados nos últimos anos na geração de energia eólica, particularmente na Bahia, vem trazendo resultados positivos para a nossa economia. Em 2013, a geração de energia eólica representava apenas 0,8% da energia comercial gerada na Bahia. Atualmente, essa participação chega a 60%, conforme se pode verificar na tabela abaixo. 



Esse crescimento favoreceu diretamente pequenos municípios baianos que, até então tinham pouca dinâmica econômica, mas que a partir da geração eólica, passaram a ter destaque na economia baiana. O município de Gentio do Ouro (BA), por exemplo, apresentou o maior avanço (da 4.496ª posição em 2015 para a 2.491ª em 2016), por conta da indústria de máquinas e equipamentos para a construção de complexo eólico. Tabocas do Brejo Velho (BA), segundo colocado no mesmo quesito, avançou da 3.986ª para a 2.432ª posição, principalmente, devido ao aumento da arrecadação de imposto de importação de equipamentos para geração solar. 

As perspectivas, para os próximos anos é de que esse processo se intensifique ainda mais com a ampliação dos parques eólicos e a chegada dos parques voltados para a geração de energia fotovoltaica a qual tem perspectivas tão propícias quanto a eólica.

PIB DOS MUNICÍPIOS BAIANOS 2016


A SEI - Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia - divulgou hoje, em parceria com o IBGE, o PIB do municípios baianos para o ano de 2016. No que se refere ao estado da Bahia, os dados apontam que PIB baiano somou R$ 258 bilhões, sendo R$ 228 bilhões referentes ao Valor Adicionado (VA) e R$ 30,6 bilhões relativos aos Impostos sobre Produto. A Agropecuária foi o setor que apresentou maior retração (23,8) impulsionada pela agricultura, principalmente as culturas da soja e algodão herbáceo que apresentaram queda na produção, principalmente por conta por conta de estiagem.  Já o setor industrial registrou retração de 5,7% em volume, na comparação com 2015; apesar dessa retração, observou-se que, em termos de participação no Valor Adicionado do Estado, houve aumento da contribuição desse setor passando de 22,1% em 2015 para 23,7% em 2016. Dentro do setor industrial, a atividade eletricidade, gás, água e esgoto foi a única apresentar crescimento no valor adicionado (+5,3%) - todas as demais tiveram queda em 2016. Conforme destacado no início desse parágrafo, apesar do setor industrial ter registrado queda em 2016, o mesmo aumentou a participação no Valor Adicionado do Estado; esse aumento de participação foi decorrente dos ganhos observados no refino de petróleo e ainda pela expansão observada no segmento de produção de materiais elétricos (particularmente com a entrada em funcionamento de indústrias voltadas para a produção de equipamentos para a geração de energia eólica). O setor de Serviços recuou 4,0%, registrando, em 2016, participação de 69,1% no Valor Adicionado Bruto do Estado. O principal destaque negativo foi a atividade de Transporte, armazenagem e correio, que teve queda de 13,7%.
 



Os cinco maiores municípios da Bahia, em termos econômicos, foram:




Analisando-se o PIB em termos per capita, os cinco maiores foram os seguintes: 


Em comparação com a região nordeste, dentre os cinco maiores PIB's Per capita, dois são da Bahia (São Francisco do Conde e Camaçari - 1º e 5º respectivamente).



segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Economia baiana cresce 0,1% no terceiro trimestre


A Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia - SEI - divulgou o PIB do terceiro trimestre da Bahia. De acordo com o órgão, a economia baiana registrou expansão de 0,1% na comparação com o trimestre imediatamente anterior (2º trimestre de 2018); já na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, o crescimento observado foi de 0,5%. No ano, o crescimento acumulado da economia baiana está em 1,5% e a previsão da SEI é que a economia baiana feche 2018 com expansão de 1,2% em relação a 2017.

O setor de serviços foi o principal destaque deste trimestre ao registrar expansão de 1,0% e indicar um processo de recuperação da economia visto que a dinâmica desse setor esta diretamente associada à capacidade de compra das famílias e seu potencial de disseminação sobre toda a economia

Dentre as atividades econômicas, o principal destaque foi o crescimento de 10,7% na produção e distribuição de energia elétrica. Esse crescimento foi determinado, sobretudo, pela contínua expansão na geração de energia por fonte eólica bem como pela de origem fotovoltaica (solar), a qual vem ganhando destaque na Bahia e contribuindo para o crescimento da oferta energética do Estado.

Por outro lado, as maiores retrações foram observadas nos segmentos da extrativa mineral e construção civil (-4,0%). O segmento baiano da construção civil ainda não conseguiu absorver o ambiente de recuperação pelo qual a economia vem se engendrando; ademais, a expectativa é de que no próximo ano esse segmento comece a apresentar um ligeiro processo de recuperação.

 


sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Salvador registra deflação em novembro

O IBGE -Instituto Brasileiro de Geografia e estatística - divulgou hoje os dados relativo à inflação para o mês de novembro. Essas informações referência à estimativa do IPCA-15 (O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 – IPCA-15 difere do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA, apenas no período de coleta que abrange, em geral, do dia 16 do mês anterior ao 15 do mês de referência e na abrangência geográfica. Atualmente a população-objetivo do IPCA-15 abrange as famílias com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte. residentes em 11 áreas urbanas das regiões de abrangência do SNIPC, as quais são: regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e do município de Goiânia).

De acordo com os dados divulgados, a inflação de novembro no Brasil ficou em 0,19%, sendo que Salvador foi a única região a registrar deflação no mês (-0,03%). Dentre os grupos investigados, Alimentos e bebidas (0,54%) e Artigos de residência (0,59%) foram os que registraram as maiores altas, enquanto que Comunicação (-0,02%), Habitação (-0,13%) e Saúde e cuidados pessoais (-0,35%) tiveram retração nos preços. Em Salvador, contribuíram para a queda os ítens de Habitação (-0,76%), Vestuário (-0,45%), Trasnportes (-0,59%), Saúde e cuidados pessoais (-0,29%) e Educação (-0,05%). No ano, a taxa de infação na capital baiana é de 3,78%, a sexta maior do país.


IPCA - 15: Variação em novembro/2018
  Índice geral Alimentação e bebidas Habitação Artigos de residência Vestuário Transportes Saúde e cuidados pessoais Despesas pessoais Educação Comunicação
Brasil 0,19 0,54 -0,13 0,59 0,02 0,31 -0,35 0,38 -0,01 -0,02
Belém 0,25 0,55 0,25 0,85 0,05 0,24 -0,55 0,37 -0,3 0,02
Fortaleza 0,23 0,7 0,55 0,45 0,56 -0,14 -1,04 0,11 -0,04 -0,02
Recife 0,25 0,96 -0,92 0,84 0,99 -0,13 -0,3 0,91 0,06 -0,21
Salvador -0,03 0,81 -0,76 0,59 -0,45 -0,59 -0,29 0,2 -0,05 0,08
Belo Horizonte 0,17 0,95 -0,37 -0,41 0,56 0,09 -0,38 0,29 0,28 -0,04
Rio de Janeiro 0,27 0,41 -0,09 1,15 -0,04 0,23 0,24 0,72 0,06 0,01
São Paulo 0,17 0,16 -0,09 1,03 -0,15 0,75 -0,44 0,29 -0,04 -0,06
Curitiba 0,16 0,29 0,14 0,44 -0,34 0,39 -0,6 0,83 -0,24 -0,02
Porto Alegre 0,13 1,1 -0,95 0,15 -0,51 0,06 -0,04 -0,04 0,0 0,04
Goiania 0,42 0,51 1,62 0,7 -0,32 0,16 -0,33 0,21 -0,04 0,03
Brasília 0,26 0,71 0,11 0,36 1,01 0,6 -1,4 0,38 -0,06 0,00

Fonte: IBGE

O gráfico abaixo exibe a taxa de inflação de novembro e no acumulado do ano e 12 meses para Salvador.

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

PIB BAHIA 2016: Com PIB de R$ 258,6 bilhões, Bahia é a sexta maior economia do Brasil

O IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - divulgou, em parceria com os institutos estaduais de pesquisa e estatística, os dados relativos ao Produto Interno Bruto estadual para o ano de 2016. Naquele ano, o PIB do Brasil totalizou R$ 6.267.205 trilhões, com queda de 3,3% em relação à 2015. A tabela 1, mostra a evolução do PIB brasileiro e das unidades da federação entre 2010 e 2016. Entre os dois anos, cabe destacar que apenas Rio de janeiro e Espírito Santo registraram valor nominal do PIB menor em 2016 em comparação a 2015; essa queda nominal no PIB dos estados foi decorrente dos movimentos observados nos preços do petróleo e minério de férro, o quais afetam diretamente as duas economias. Apesar de ter registrado retração de 6,2% em 2016 (uma das maiores do Brasil) a Bahia registrou crescimento no valor nominal do PIB, o que fez com que o estado ultrapassasse Santa Catarina, assumindo o posto de 6ª maior economia do País. A queda de 6,2% no PIB baiano foi determinada pela retração dos três grandes setores, com destaque para a agropecuária, a qual, devida à forte seca que atingiu as áreas produtoras do estado, registrou retração de 23,8% (maior retração na série histórica) 
Bahia retorna à posição de 6ª maior economia do País
Tabela 1 - Produto Interno Bruto (valores correntes) - Brasil, Grandes Regiões e Unidades da Federação - 2010-2016
Brasil, Grandes Regiões
e
Unidades da Federação
Produto Interno Bruto (1 000 000 R$)
2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016
           Brasil   3 885 847   4 376 382   4 814 760   5 331 619   5 778 953   5 995 787   6 267 205
          Norte    207 094    241 028    259 101    292 442    308 077    320 688    337 213
Rondônia    23 908    27 575    30 113    31 121    34 031    36 563    39 451
Acre    8 342    8 949    10 138    11 474    13 459    13 623    13 751
Amazonas    60 877    70 734    72 243    83 051    86 669    86 568    89 017
Roraima    6 639    7 304    7 711    9 011    9 744    10 243    11 011
Pará    82 685    98 711    107 081    121 225    124 585    130 900    138 068
Amapá    8 238    9 409    11 131    12 763    13 400    13 861    14 339
Tocantins    16 405    18 346    20 684    23 797    26 189    28 930    31 576
          Nordeste    522 769    583 413    653 067    724 524    805 099    848 579    898 083
Maranhão    46 310    52 144    60 490    67 695    76 842    78 476    85 286
Piauí    22 269    25 941    28 638    31 284    37 723    39 150    41 406
Ceará    79 336    89 696    96 974    109 037    126 054    130 630    138 379
Rio Grande do Norte    36 185    40 993    46 412    51 518    54 023    57 251    59 661
Paraíba    33 522    37 109    42 488    46 377    52 936    56 142    59 089
Pernambuco    97 190    110 162    127 989    141 150    155 143    156 964    167 290
Alagoas    27 133    31 657    34 650    37 283    40 975    46 367    49 456
Sergipe    26 405    29 108    32 853    35 336    37 472    38 557    38 867
Bahia    154 420    166 603    182 573    204 844    223 930    245 044    258 649
          Sudeste   2 180 988   2 455 542   2 693 052   2 948 744   3 174 691   3 238 738   3 332 051
Minas Gerais    351 123    400 125    442 283    488 005    516 634    519 331    544 634
Espírito Santo    85 310    105 976    116 851    117 274    128 784    120 366    109 227
Rio de Janeiro    449 858    512 768    574 885    628 226    671 077    659 139    640 186
São Paulo   1 294 696   1 436 673   1 559 033   1 715 238   1 858 196   1 939 902   2 038 005
          Sul    620 180    696 247    765 002    880 286    948 454   1 008 035   1 066 968
Paraná    225 205    257 122    285 620    333 481    348 084    376 963    401 662
Santa Catarina    153 726    174 068    191 795    214 512    242 553    249 080    256 661
Rio Grande do Sul    241 249    265 056    287 587    332 293    357 816    381 993    408 645
          Centro-Oeste    354 816    400 153    444 538    485 623    542 632    579 746    632 890
Mato Grosso do Sul    47 271    55 133    62 013    69 203    78 950    83 083    91 866
Mato Grosso     56 601    69 154    79 666    89 213    101 235    107 418    123 834
Goiás    106 770    121 297    138 758    151 300    165 015    173 632    181 692
Distrito Federal    144 174    154 569    164 101    175 907    197 432    215 613    235 497
Fonte: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA.


A tabela 2 traz a participação da unidades da federação e regiões no PIB brasileiro. Conforme os dados demonstram, as região sudeste é a que mais perde participação entre os anos de 2010 e 2016. Ja a região Nordeste ganha 0,8 p.p e as regiões Sul e Centro-Oeste 1,0 p.p. A Bahia, que entre 2010 e 2013 havia perdido 0,2 p.p de participação, por conta de problemas no segmento de refino de petróleo, vem retomando seu espaço e em 2016 alcançou 4,1% do PIB brasileiro, fator este que determinou que a economia baiana assumisse a posição de 6ª maior do País (ultrapassando Santa Catarina). Essa recuperação da economia baiana está associada ao próprio setor de refino de petróleo, o qual, apesar de reduzir os níveis de produção no estado, conseguiu suplantar essa queda com ganhos financeiros decorrentes tanto de melhores preços do petróleo quanto dos derivados de petróleo. No entanto, há de se destacar que o que mais contribuiu para essa recuperação da economia baiana foi o setor de geração de energia eólica e toda a cadeia a jusante. Os investimentos em novos parques eólicos contribuíram para que o estados se tornasse um dos maiores produtores desse tipo de energia, o que favoreceu o setor de geração de energia elétrica; além disso, a dinâmica propiciada pela contínua expansão dos parques atraiu uma série de investimentos industriais voltados para a oferta de equipamentos (bens de capital) necessários à instalação dos parques eólicos; esse movimento foi determinante para que a indústria de transformação recuperação sua participação dentro economia baiana (13,8% da economia baiana - maior participação nos últimos anos), a despeito da queda (real) apontada pelos dados do PIB.
Tabela 2 - Participação das Grandes Regiões e Unidades da Federação no Produto Interno Bruto - 2010-2016
Brasil, Grandes Regiões
e
Unidades da Federação
Participação no Produto Interno Bruto (%)
2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016
               Brasil 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0
          Norte 5,3 5,5 5,4 5,5 5,3 5,3 5,4
Rondônia 0,6 0,6 0,6 0,6 0,6 0,6 0,6
Acre 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2
Amazonas 1,6 1,6 1,5 1,6 1,5 1,4 1,4
Roraima 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2
Pará 2,1 2,3 2,2 2,3 2,2 2,2 2,2
Amapá 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2 0,2
Tocantins 0,4 0,4 0,4 0,4 0,5 0,5 0,5
          Nordeste 13,5 13,3 13,6 13,6 13,9 14,2 14,3
Maranhão 1,2 1,2 1,3 1,3 1,3 1,3 1,4
Piauí 0,6 0,6 0,6 0,6 0,7 0,7 0,7
Ceará 2,0 2,0 2,0 2,0 2,2 2,2 2,2
Rio Grande do Norte 0,9 0,9 1,0 1,0 0,9 1,0 1,0
Paraíba 0,9 0,8 0,9 0,9 0,9 0,9 0,9
Pernambuco 2,5 2,5 2,7 2,6 2,7 2,6 2,7
Alagoas 0,7 0,7 0,7 0,7 0,7 0,8 0,8
Sergipe 0,7 0,7 0,7 0,7 0,6 0,6 0,6
Bahia 4,0 3,8 3,8 3,8 3,9 4,1 4,1
          Sudeste 56,1 56,1 55,9 55,3 54,9 54,0 53,2
Minas Gerais 9,0 9,1 9,2 9,2 8,9 8,7 8,7
Espírito Santo 2,2 2,4 2,4 2,2 2,2 2,0 1,7
Rio de Janeiro 11,6 11,7 11,9 11,8 11,6 11,0 10,2
São Paulo 33,3 32,8 32,4 32,2 32,2 32,4 32,5
          Sul 16,0 15,9 15,9 16,5 16,4 16,8 17,0
Paraná 5,8 5,9 5,9 6,3 6,0 6,3 6,4
Santa Catarina 4,0 4,0 4,0 4,0 4,2 4,2 4,1
Rio Grande do Sul 6,2 6,1 6,0 6,2 6,2 6,4 6,5
          Centro-Oeste 9,1 9,1 9,2 9,1 9,4 9,7 10,1
Mato Grosso do Sul 1,2 1,3 1,3 1,3 1,4 1,4 1,5
Mato Grosso  1,5 1,6 1,7 1,7 1,8 1,8 2,0
Goiás 2,7 2,8 2,9 2,8 2,9 2,9 2,9
Distrito Federal 3,7 3,5 3,4 3,3 3,4 3,6 3,8
Fonte: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA.


A tabela 3 evidencia a composição interna da economia baiana, isto é, a participação de cada uma das grandes atividades na determinação da riqueza produzida no estado (Valor Adicionado). A Administração pública continua sendo a principal atividade do estado com 20,4% de paticipação no PIB, mas com redução em relação ao anterior. Já a indústria de transformação voltou a ser a segunda atividade mais importante, representando 13,8% seguida do Comércio com 12,4%. No período, destaca-se ainda o crescimento da participação do setor de Educação e Saúde privad que em 2010 representava 2,7% e em 2016 passou a 4,8%. O destaque negativo foi a perda de participação do setor de Transportes, que entre 2015 e 2016 encolheu de 5,0% para 3,8% do valor adicionado estadual.
Tabela 3 - Participação das atividades econômicas no valor adicionado bruto, Bahia - 2010-2016
Atividades econômicas Participação no valor adicionado bruto (%)
  2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016
Total das Atividades 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0
Agropecuária 7,9 8,2 8,0 7,3 7,9 8,3 7,2
Agricultura, inclusive apoio à agricultura e a pós-colheita 5,4 5,7 5,6 4,9 5,4 5,7 4,6
Pecuária, inclusive apoio à Pecuária 2,0 2,0 1,9 1,9 2,0 2,0 1,9
Produção florestal, pesca e aquicultura 0,5 0,5 0,5 0,6 0,5 0,6 0,7
Indústria 27,1 23,8 22,1 20,5 21,0 22,1 23,7
Indústrias extrativas 2,8 3,0 3,9 3,1 1,9 1,2 0,6
Indústrias de transformação 12,6 8,9 6,6 7,3 8,1 11,3 13,8
Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação 3,7 3,5 3,4 1,7 2,5 2,3 2,9
Construção 8,1 8,3 8,1 8,4 8,4 7,3 6,5
Serviços 65,0 68,1 69,9 72,2 71,1 69,6 69,1
Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas 13,1 13,5 13,2 14,3 13,5 12,4 12,4
Transporte, armazenagem e correio 4,3 4,9 4,8 5,0 4,7 5,0 3,8
Alojamento e alimentação 2,6 3,2 2,9 3,2 3,3 3,0 2,9
Informação e comunicação 2,0 1,9 1,8 1,8 1,7 1,6 1,5
Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados 3,0 2,9 3,1 3,0 3,3 3,5 3,8
Atividades imobiliárias 8,7 9,0 10,6 10,2 10,2 10,2 10,3
Atividades profissionais, científicas e técnicas, administrativas e serviços complementares 6,4 6,8 6,8 6,9 7,1 6,1 6,1
Administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social 19,0 19,9 20,1 20,5 20,5 20,5 20,4
Educação e saúde privadas 2,7 2,8 3,2 4,0 3,8 4,2 4,8
Artes, cultura, esporte e recreação e outras atividades de serviços 1,8 1,7 1,9 2,0 1,8 1,6 1,6
Serviços domésticos 1,3 1,4 1,4 1,4 1,4 1,5 1,4
Fonte: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA.

A tabela a seguir exibe as informações da conta da Renda para a economia baiana. Entre 2010 e 2016, observa-se que, do valor adicionado total, as remunerações (salários e contribuições) representaram 44,4% (2016) valor ligeiramente inferior a 2015(45,9%) demonstrando os efeitos negativos da retração economica sobre os trabalhadores e assalariados. Já o excedente operacional (representa o lucro do capital) experimentou crescimento de 1,5 p.p. Os impostos recuaram 0,1 p.p no mesmo período.
Tabela 4 - Componentes do PIB sob o ótica da renda Participação dos componentes do PIB sobre o PIB da UF (%)
  2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016
Valor Adicionado Bruto (a) 87,7% 87,5% 87,3% 87,0% 87,6% 88,1% 88,2%
Remunerações (b) 43,0% 45,4% 46,2% 45,7% 46,1% 45,9% 44,4%
   Salários 34,2% 36,1% 36,8% 36,3% 36,8% 36,7% 35,5%
   Contribuições sociais 8,8% 9,4% 9,4% 9,4% 9,3% 9,2% 9,0%
Impostos, líquidos de subsídios, sobre a produção e a importação (c) 13,3% 13,3% 13,5% 13,8% 13,2% 12,6% 12,5%
   Impostos, líquidos de subsídios, sobre produto (d) 12,3% 12,5% 12,7% 13,0% 12,4% 11,9% 11,8%
   Outros impostos, líquidos de subsídios, sobre a produção 1,0% 0,8% 0,7% 0,8% 0,8% 0,7% 0,8%
Excedente Operacional Bruto (EOB) e Rendimento Misto Bruto (RMB) (e) 43,6% 41,3% 40,3% 40,5% 40,7% 41,6% 43,1%
Fonte: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus  SUFRAMA